sábado, 13 de outubro de 2007

PESSOA COMO UM PRESENTE




Pessoa como presente
Vamos falar de gente, de pessoas. Existe por acaso, algo mais espetacular do que gente?
Pessoas são como presente. Algumas vêm num embrulho bonito, como os presentes natalinos. Outras em embalagens comuns. E, há aquelas que ficam machucadas pelo correio.
De vez em quando chega uma registrada.
Algumas vêm em embalagens fáceis. De outras é difícil tirar a embalagem. Mas, a embalagem não é o presente.
Pessoas são presentes. Não raro o presente é difícil de abrir, é preciso a ajuda de outros.
Por que será que alguns presentes são difíceis de abrir? Talvez por que dentro da embalagem haja um bonito presente ou então o presente seja de pouquíssimo valor e a decepção poderia ser grande.
Mas não devemos ser um presente de embalagem muito empacotada e quase sem nada lá dentro. Há tantas casas, praças e cidades encantadoramente iluminados!!! E quando se vai ver de perto... PURA EXTERIORIDADE, ausência total de conteúdo.
Quando é que existe um verdadeiro encontro com alguém? No Dialogo, na abertura, na fraternidade. É quando deixamos de ser embalagem e nos tornamos presentes reais.
Há encontros superficiais, de epiderme, que não passam de troca de embalagens, nunca chegam a categoria de troca de presentes.
Nos VERDADEIROS ENCONTROS de fraternidade, acontece alguma coisa muito comovente e essencial: MUTUAMENTE vamos nos desembalando, como num STRIP, no bom sentido é claro!!!
Você já experimentou essa imensa alegria na vida?
Essa alegria profunda que nasce no RECÔNDITO de sua alma, quando duas pessoas se encontram e se comunicam, se transformando em presentes uma para a outra?
CONTEÚDO INTERNO É O GRANDE SEGREDO PARA QUEM NÃO QUER SER SÒ EMBALAGEM!
Em cada novo amigo da Kurt eu procurei ver seu conteúdo e só estão comigo os verdadeiros.
ODIMAR, porém, é especial e espero que eu ,como amiga tenha correspondido ás expectativa dele. Beijos em todos meus amigos do Orkut



Marla- Marlene

sábado, 25 de agosto de 2007

UMA ESTRELA CADENTE


Fácil, a gente ter mãe...
Fácil, a gente ter mãe,nem se percebe que tem,mas só saber que ela existe,que podemos encontrá-laà hora que desejarmos,que seus olhos sorrirão,cheios de amor e bondade,ao ver a nossa aflição;que a seu lado - ela que é fraca-nos sentiremos tão fortesconfiantes no futuro,o coração tão seguroe o mundo todo tão bom,como se fosse verdade,só isto vale ter mãe,e é uma felicidade.
Fácil a gente ter mãe- quase todo mundo tem -mãe é uma coisa tão bela!Pena é ver que há pela vidaos que só sabem que há mãeporque ouviram falar nela,só a conhecem de nome,às vezes mesmo, nem isto.Mãe é uma simples palavracomo uma nuvem ao vento,um vazio pensamento.
Fácil a gente ter mãe,nem se percebe que temno todo dia a seu ladoquando se tem a certezae se sabe onde ela está,pra dividirmos com elauma alegria, um revés,que basta só querer vê-la.Assim é fácil ter mãe.
Difícil, sim, é perdê-la,é ter que aceitar a idéiade que no lugar de sempreela não se encontra mais.Não adianta abrir a porta;não passeia na varanda,a cadeira está vazia,na cama não tem ninguém.E aquela voz que conforta,que nos dava tanta paz,que era um bem que não tem preço,que era o nosso maior bem;não ouviremos, calou-se,é que ela agora mudou-sepra um lugar sem endereçoonde Deus mora, no Além.
Ah, difícil é perdê-la,nunca mais poder achá-la,nos sentarmos a seu lado,passearmos na varanda,vê-la no quarto ou na sala,que partiu, sem ter mais volta,que pra nós nunca mais vem!
E indefesos e sozinhos,termos que aceitar a sortepor desolados caminhos,inconformados com a morte,todos perdidos também.
Fácil é a gente ter mãe,mãe é assim como uma estrela,estrela-guia que a gentetraz guardada dentro em si.Difícil, sim, é perdê-lacomo uma estrela cadenteque de repente se apaga...
E, oh, meu Deus, eu a perdi.

Marlene O Fortuna (autor desconhecido)

sábado, 11 de agosto de 2007

Vida minha...

Hoje eu senti vontade de sonhar. Sonhar que o tempo não passou, que tudo aquilo ficou.
Queria que um sol ardente se abrisse dentro de mim. Que bom seria se fosse assim.
Minhas lágrimas secaram, meus olhos estão vazios, sem brilho para o amanhã.
Não vejo luz no final do túnel, somente a escuridão que me apavora, quero ir embora.
Tenho medo deste caminho que não conheço, em cada esquina dele eu me perco.
Talvez minha ilusão perdida, ainda possa afinal ser reaprendida, dentro da razão.
Mas, que razão se no meu espaço de mundo, não tenho paz um segundo?
Que bom seria dormir simplesmente e acordar diferente, feliz, com meu coração.
A vida me passou a perna, brincou comigo de jogar, um jogo que eu não sabia.
Fui tola, fui convencida, pensei até que eu fosse querida por outro alguém.
A verdade é que fui louca, me entreguei desvairada neste vai e vem.
Hoje choro arrependida, magoada demais com a vida, sem tempo prá retornar.
Agora o que me resta é ficar nesta espera de um sinal, que me traga enfim a paz.
Sou covarde para sair da vida, assim sem despedida, preciso de uma mão amiga.
Dormir, sonhar, não são mais direitos meus, a tristeza essa inimiga tomou-os como seus.
Mas, eu continuo viva, vagando, muito perdida nesta imensa solidão.
Esperando quem sabe a morte, destino até do forte, um dia me alcançar.

Marlene O Fortuna

quarta-feira, 25 de julho de 2007

VOVÓ



VOVÓ
Amanhã, dia de Santa Ana, avó de Jesus, mãe de Maria, eu que sou avó não poderia deixar passar em branco esse dia que também é dedicado aos avós.
Depois de ser mãe, uma realidade e experiência fantásticas na minha vida, o nascimento de um neto nos remete ao passado com nossos filhos, mas de uma maneira totalmente diferente.
Ser avó foi a maior alegria que me aconteceu. Veio num momento inesperado, porém certo para cada um de nós. Sete anos se passaram e a alegria, o sentimento de jovialidade que ela me trás é ainda constante. É um amor que chega a doer, quando a aperto em meus braços tenho a sensação de poder, de querer viver cada momento ao lado dela, curtindo sua evolução no ciclo da vida. Ao mesmo tempo queria poder parar o tempo, retroceder as horas para vivenciar cada minuto ao seu lado. Minha neta Julia Maria é a grande razão de eu estar aqui, de querer ser melhor como ser humano.
Hoje, dia da vovó faço esta poesia singela, mas cheia de amor em homenagem e agradecimento pela vida que Deus me presenteou, através de Alessandra e Junior que é minha neta.
Jesus estava a caminho, era tempo de Natal,
Uma estrelinha brilhou bem forte,
Luz como aquela não havia igual,
Iluminava minha esperança,
Aumentava minha confiança.
Maria, recebia o menino Jesus nos braços,
A madrugada se fazia dia,
Renasce a paz, Jesus nasceu,
Iniciou nova vida, um pequenino ser,
Acompanhou o caminhar do menino Deus. Ela também nasceu!
Julia, espero que um dia, em outro natal você se lembre do quanto você é especial para nós! Seu nascimento foi marcado pelo nascimento de Jesus. Que a sua vida seja de muita luz, muita Paz e muita Alegria.
Sua vovó Marlene O. Fortuna

domingo, 15 de julho de 2007

QUE VERGONHA!!!


Não gosto muito de falar de política no blog por que foge do meu tipo de literatura. Leio para me informar, mas fico desiludida tantas vezes com nossos governantes que costumo não comentar com meus leitores estes assuntos. Hoje, porém fugindo as minhas regras, quero levar a vocês uma matéria que eu li e que acho esclarecedora para todos nós pobres eleitores. Aquí vai:



Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria>vergonha na cara.> Os alagoanos agradecem. Thereza Collor .>>==================================================================================================>>> Carta aberta ao Senador Renan Calheiros>> "Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz".>> As vacas de Renan dão cria 24 h por dia.>> Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!>> Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana.>> Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as>fraquezas.>> Do menino ingênuo que fui buscar em Murici para ser deputado estadual>em 1978, que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição>dentro da ditadura militar, você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória>de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem>nunca a ousar como os bandidos.>> Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a>vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino>que é vencer a qualquer preço.>> E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca>mais seria o filho do Olavo, a digladiar-se com os poderosos Omena, na>Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.>> Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um>atalho, um ou mil artifícios para vence-los, e, quem sabe um dia,>derrotaria a todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham>empregados, cujo serviço exclusivo era abanar , por horas, um leque imenso,>sobre a mesa dos usineiros para que os mosquitos de Murici (em Murici até>os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem>sabe um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros, o dono>único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho, onde seu pai,>humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de>seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.>> Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como>o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.>> Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de>Fernando Collor, aproximaram-se dele, aliaram-se, começou a ser parido o>novo Renan.>> Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo.>Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus>colegas de Universidade diziam isto. Longe de ser um demérito, esta sua>espessa> ignorância literária, faz sobressair, ainda mais, seu talento de>vencedor.>> Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu>a você o combustível do ódio à pobreza e a ser pobre. E Renan Calheiros>decidiu que se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio>serviria, em> tudo. Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários,>em congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse>ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seria rebatizados em>fausto e opulência.; Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei.>Serei amigo do Rei.>> Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus>personagens: A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível. Mais>adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele>advertia: Suje-se gordo! Quer sujar-se? Suje-se gordo!>> Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda>vez. Neste mandato nascia o Renan globalizado, gerente de resultados,>ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da>consciência. No seu caso nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem>a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou esta sua campanha com>US 1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista>Milton, enquanto você esperava bebericando, no antigo Hotel Luxor, av.>Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do trabalho.>> E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores>havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a>segui-los nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua>intrepidez em ganhar a qualquer preço.>> O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha, e é tudo>seu, montanha e glória, ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e>não treme, que blefa rindo e cujos olhos indecifráveis intimidam o>adversário. E> joga tudo. E vence. No blefe.>> Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem na política>brasileira a tem? Quem neste Planalto, centro das grandes picaretagens>nacionais; atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse>público? ACM, que na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da>renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que>exibe talentos com a mesma sem cerimônia com que cultiva corruptos? José>Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora,>depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu; pai velho,>passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?>> Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O>presidente Lula, que deu o; golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje>hospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? Que taxou os> aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o>Supremo Tribunal Federal?>> No velho dizer dos canalhas, todos fazem isto, mentem, roubam, traem.>Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos>gritantes de improbidade, de desvio de conduta, pública e privada, tem a> quase unanimidade deste Senado de Quasimodos morais para blinda-lo.>> E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra, Siba, é>o camareiro de seu salvo conduto para a impunidade, e fará de tudo, para>que a sua bandeira, absolver Renan no Conselho de Ética, consagre a sua>carreira.>> Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in>pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o>jeito sestroso com que ele defende o chefe. É mais realista que o Rei.>> E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo,>previne: quero absolver Renan. Que Corregedor! Que Senado!>> Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao>TRE. Confira, tem a sua assinatura:>> 1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil, 2) Apartamento no edifício>Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil, 3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de>R$ 100 mil, 4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil E SÒ. Você não>declarou nenhuma fazenda nem uma cabeça de gado!! Sem levar em conta que>seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$ 1 milhão>e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico,>vale R$ 3.000.000.>> Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$>5.000.000. Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes,>como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranja?>Que herança moral você deixa para seus descendentes.>> Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem>escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?>> Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior>latifundiário de Murici. E você respondeu: Não tenho uma tarefa de terra. A>vocação de agricultor da família é o Olavinho. É verdade, especialmente no>verde das> mesas de pôquer!>> O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente>você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. Mas olhe no>rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo>que os> alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e>mentiroso.> Hoje, perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como>você!>>>>>>> Mendonça Neto - JORNAL EXTRA>>>

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Simplesmente "EU"


Simplesmente “SER”

“ENTÃO JESUS DISSE ESTAS PALAVRAS: EU VOS RENDO GLÓRIA MEU PAI,SENHOR DO CÉU E DA TERRA,POR HAVERDES OCULTADO ESSAS COISAS AOS SÁBIOS E AOS PRUDENTES, E POR AS HAVER REVELADO AOS SIMPLES E AOS PEQUENOS”
Vale considerar que, quando Jesus disse ou melhor afirmou que Deus havia ocultado aos sábios e aos prudentes e os tinha revelado aos simples, os mistérios do reino, em verdade observava que certos homens de cultura e intelectualidade achavam-se perfeitos, não precisando de mais nada além de seu cabedal de instrução. Por sua vez orgulhosos porque retinham títulos vários, acreditavam-se superiores e melhores que os outros, fechando assim as comportas da alma às fontes inspirativas e intuitivas do plano espiritual. Porém, os pequenos e simples, aos quais se referia o Mestre, são aqueles outros, que, devido a posição flexível em face da vida, descortinavam novas idéias e conceitos, selecionando-as para o seu próprio mundo mental.
Simples e pequeninos são aqueles que descomplicam a vida, não se deixando levar ou se envolver por métodos extravagantes, supostamente científicos, e por critérios de análise rígida. Simples são aqueles que sempre usam a lógica e o bom senso, que nascem da voz do coração.
Sábios são aqueles dominadores e controladores da mente humana, com suas personalidades megalomaníacas , que desempenham papéis sociais usando suas diversas máscaras segundo suas conviniencias. Estão a nossa volta, são criaturas sem originalidade e sem criatividade porque não auscultam as vibrações uníssonas que descem do céu sobre a Terra. Não suportam nem as mais leves críticas, mesmo quando são construtivas, reagem e se irritam. Vale dizer que esses sábios nunca se lançam em novas amizades e afeições, pois conservam atitudes preconceituosas de classe social, de cor, de religião e de outras tantas amarrando-se aos exclusivismos egoísticos.
Simples são os espontâneos que abandonaram a hipocrisia e aprenderam a se desligar quando preciso, do mundo externo, afim de deixar amplamente no seu mundo interior as correntezas da luz; são todos aqueles que prestam atenção no Deus em si e entram em contato com Ele e consigo mesmo; são enfim aqueles que já se permitem escutar sua fonte interior de inspiração e, ao mesmo tempo, confiar nela plenamente.
Eu sei que ainda vou demorar para me tornar pequena e simples, mas conto com o tempo e a minha imensa fé em Deus para vencer meus obstáculos interiores e exteriores e quem sabe, um dia ser digna de propagar a minha fé sem rótulos e sem mascaras ao mundo. Sei também que não vai ser fácil escutar somente a voz do coração,mas Deus tem um plano especial para cada um de nós e, é dentro deste plano Dele que pretendo me inserir, construindo minha vida futura, apagando um passado pelo preço da justiça Divina. A minha bipolaridade é parte do pagamento por tudo que devo a Deus e aos irmãos. Devo aceitá-la com dignidade, suportá-la como Jesus suportou a cruz que nós lhe impusemos e devo ficar em pé como Maria diante do Cristo morto, na certeza que Ele voltaria. Não pretendo aqui, impor atitudes nem questionar atos de ninguém, quero apenas registrar um novo modo de se olhar o mundo, que eu adotei para mim.
“FELIZES SÃO AQUELES QUE ACREDITAM SEM NUNCA TEREM VISTO”
Marlene O Fortuna

Hoje estou assim...


Assumindo minha vida como ela é
É interessante que uma das músicas que eu mais gosto é aquela do Gonzaguinha “VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ”, no entanto eu comentava com uma pessoa essa semana que continuo gostando da música só que as vezes gostaria de trocar o refrão por outro que seria: não ter vergonha de ser “infeliz”. Eu ando tão prá baixo estes tempos que não tenho vontade de nada, nem de escrever. Se eu pudesse, ficava chorando no meu quarto o tempo todo. Mas, para agradar a todos finjo estar bem, os medicamentos não fazem mais o mesmo efeito e eu vivo por viver, com vergonha de falar que estou triste, tendo uma crise brava de depressão, com medo de assumir que não estou bem. Mas, hoje eu resolvi escrever que quero viver com felicidade e com liberdade para viver também na infelicidade intima, que esmaga minha alma, que corroe meu peito, dilacerando meus sonhos e a minha força de vontade para enfrentar este fantasma da Síndrome Bipolar.
Gostaria de poder assumir total responsabilidade por todas as coisas que acontecem na minha vida, incluindo sentimentos e emoções. Seria um passo decisivo para minha maturidade e crescimento interior. Não quero ser VÍTIMA de nada. A nossa tendência de acusar a vida, as pessoas, a sociedade, o mundo enfim, é tão antiga quanto o gênero humano; e muitos de nós crescemos aprendendo a raciocinar assim, censurando tudo e todos, nunca examinando o nosso próprio comportamento, que na verdade decide a vida fora de nós e dentro de nós. Eu encontro pessoas que se dizem tão bem com a vida, mesmo passando por dificuldades, se dizem felizes por estarem vivas, e eu me pergunto: Afinal, elas se questionam? Elas sabem o que é Felicidade com F maiúsculo? Eu já pensei assim um dia, que era feliz por estar viva. Então por que mudei minha maneira de ver ou sentir a Felicidade? Eu mesma em algumas matérias deste blog afirmei que a felicidade depende de cada um e agora me contradigo pois, não estou conseguindo ser feliz com metades, eu quero a Felicidade INTEIRA!!!
Não sou uma vítima da fatalidade, nem culpo o mundo exterior pelas minhas fases bipolares. Ninguém é culpado dos meus infortúnios. Existe uma conexão entre meu modo de pensar e os acontecimentos exteriores, não tenho dúvidas disso, mas reconheço que todos nós somos influenciados por velhas crenças, por hábitos, cargas genéticas e a forma como fomos criados e nos esquecemos de que PODEMOS E CONSEGUIMOS SER E FAZER O QUE QUEREMOS.
Eu e nós todos precisamos nos conscientizar que somos arquitetos do nosso próprio destino e que o passado determina o presente, o qual, por sua vez, determina o futuro. Eu preciso descobrir que eu mesma sou a causa dos meus sofrimentos e que preciso aprender a resolver os meus conflitos. Meu comportamento interior é que vai me ajudar a modificar o comportamento de quem vive e convive comigo. Portanto, abaixo a infelicidade de viver. Tenho que tentar me reestruturar internamente e assumir o comando da minha vida saindo do comportamento e posicionamento infantil de criatura mimada e frágil reclamando ser uma vítima do destino. Somente assim, admitindo minha real responsabilidade por meus atos e atitudes, aceitando a realidade da minha vida vou mudar as metas que alteram a sina da minha existência.
Em vez de ficar atribuindo a isso ou aquilo minha infelicidade, minhas derrotas e fracassos diante da bipolaridade devo me lembrar que: “AS VISSITUDES DA VIDA TÊM, POIS, UMA CAUSA, E, UMA VEZ QUE DEUS É JUSTO, ESSA CAUSA DEVE SER JUSTA.”Então, eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida e é bonita... é bonita...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

HOJE OLHEI MEU HORÒSCOPO





...Monica Horta, astróloga, olha meu céu e diz: "você vai precisar falar de morte"... mas não quero. Nem sei o que dizer, e detecto até um certo medo, resquício infantil de um jeito mágico: se eu não pensar, não existe...Mas tem dias assim estranhos, nos quais cabem anos, décadas, e todo o sofrimento do mundo! Em dias assim você se pega flertando com a morte, ensaiando aproximações...Não consigo ainda acreditar que a gente tem algum controle sobre as coisas que nos acontecem, embora a idéia ande cada vez mais popular. No entanto, cheguei a conclusão de que, embora a gente não consiga escolher a própria morte, dá para escolher o tipo de enterro que vamos ter. Parece pouco? Pode ser, mas no quesito morte, não temos tantas alternativas assim de exercitar nossa arrogância, melhor nos concentrarmos nas miudezas...Além disso, poder escolher o próprio enterro diz muito da pessoa que decidimos ser. Queria ter um enterro assim, feito esse, num dia claro, inundado de sol, mas que uma brisa leve sacudisse as folhas das árvores. Queria que as pessoas fossem chegando sem lágrimas, não vale a pena chorar pelas vidas bem vividas. Queria que um grupo de amigas velhas, cansadas, iguais, todas vestindo azul, alugasse um ônibus para virem se despedir de mim e cantassem minha canção favorita em vozes enrugadas...E que outras, usando chapéus roxos, fizessem uma oração, pedindo para a Grande-Mãe me acolher no seu colo...Gostaria que algumas pessoas improváveis, como as noras e os netos adolescentes, imaginassem que poderiam sentir saudades minhas, são tão difíceis e tão valiosos esses encontros! Queria que entre parentes e amigos ninguém conseguisse distinguir traços nem parecenças, o amor cria as verdadeiras afinidades. Queria que, no momento em que o carrinho saísse com as flores e o caixão, alguém risse lembrando de alguma bobagem que eu falei, algum esquecimento, um lapso, uma queda, qualquer uma das minúcias que afirmam nossa humanidade. Mesmo banhado de sol, gostaria que meu túmulo fosse à sombra de uma árvore e que os casais se aproximassem dele de mãos dadas, a morte, afinal, é a oportunidade que Deus nos dá de fazer o exercício da grande reconciliação. Quero acreditar, como os hindus, que a terra úmida cobriria meu corpo e que em breve, muito breve, eu me transformaria talvez num pássaro e comungaria mais uma vez da benção do Universo. E, cá para nós, e ao contrário do que andei dizendo por aí a vida inteira, queria muito morrer assim num instante, naquele único instante verdadeiramente nosso, entre o passado e o futuro, com dizia Hannah Arendt...Morrer...mas com estilo.

FELICIDADE


SER FELIZ
As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja pratica só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira formula da felicidade é a realização constante de um trabalho interior. Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude fundamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.
Nosso principal objetivo é progredirmos espiritualmente e,ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho. No entanto , por acreditarmos que cabe unicamente anos a responsabilidade da felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos. Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativa coloridas, condenando-nos sempre à decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos que regemos nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas. A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural. O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a satisfação é de poucos. Somente aqueles que já perceberam que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido para cada um.
Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos ouros é também a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a proteção divina e formamos um único rebanho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.
É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo, ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo co os nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos, porém que o controle absoluto sobre todas as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta. Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória à nossa vida familiar, social, psíquica e espiritual bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais. Felicidade não é apenas a realização de todos os nossos desejos;é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.
Em face a todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas reflexões presentes, consideremos que o trabalho interior que produz felicidade não é , obviamente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da eternidade, nas muitas moradas na CASA DO PAI.
Obs: tirado de um texto de um livro espírita ditado por HAMMED
Marlene Olimpio Fortuna

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Não Julgarás


ESTÁ NA BIBLIA: “NÃO JULGUEIS, A FIM DE QUE NÃO SEJAIS JULGADOS; PORQUE VÓS SEREIS JULGADOS DA MESMA MANEIRA QUE JULGARDES E COM A MESMA MEDIDA”
Lendo alguns trechos do livro dos Espíritos li algumas citações e resolvi transcrevê-las para meu blog. Leiam e julguem conforme gostariam de serem julgados.
Toda opinião ou juízo que desenvolvemos no presente está intimamente ligado a fatos antecedentes.Quase sempre, todos estamos vinculados a fatores de situações pretéritas, que incluem atitudes de defesa, negações ou mesmo inúmeras distorções de certos aspectos importantes da vida. Tendências ou pensamentos julgadores estão sedimentados em nossa memória profunda, são subprodutos de uma serie de acontecimentos que adquirimos na idade infantil e também através das vidas pregressas. Censuras, observações, admoestações, superstições, preconceitos,opiniões, informações ou influências do meio, inclusive de instituições diversas, formam em nós um tipo de reservatório moral, uma coleção de regras e preceitos a ser rigorosamente cumpridas, da qual nos servimos para concluir ou catalogar as atitudes como sendo boas ou más.
Em razão disso, os freqüentes julgamentos que fazemos dos outros está dentro de nós mesmos, daquilo que temos em nós. Os outros poderiam servir de excelente espelho para nos revelar quem somos realmente, pois, a “forma” e o “material” usado em nossos julgamentos residem dentro de nós. Não obstante cada ser humano descobre suas próprias formas de encarar a vida e tende a usar suas oportunidades vivenciais, para tornar-se tudo aquilo que o leva a ser um “eu individualizado”. Mas, na vida, somente é valido e possível o autojulgamento.
Precisamos reavaliar nossas idéias retrógradas, que estreitam nossa personalidade, e a partir daí, julgar os outros de forma não generalizada, apreciando suas singularidades, pois cada pessoa tem uma consciência própria e diversificada das outras tantas consciência.
Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos nos outros tornar-se-á nossa “real medida”: como iremos viver com nós mesmos e com os outros. O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente ou mesmo antipatizam com o nosso mundo mental. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.
Nossos julgamentos serão sempre os motivos da nossa liberdade ou de nossa prisão no processo de desenvolvimento e crescimento espiritual.
No auditório da vida somos todos “ATORES” e “ESCRITORES” e, ao mesmo tempo somos “OUVINTES” e "ESPECTADORES” de nossos próprios discursos, feitos e atitudes.
Para sermos livres realmente precisamos observarmos e verificarmos nossos “pesos” e “medidas”, a fim de que não venhamos a sofrer constrangimentos pelas condutas infelizes que adotarmos na vida em forma de censuras e condenações diversas.
Este texto foi burilado por mim do livro “Revendo Atitudes” de Hammed pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto.



Marlene O Fortuna

domingo, 3 de junho de 2007

SEM MEDO DE SER FELIZ


ABAIXO A CULPA. ACEITAR-SE É O CAMINHO DA FELICIDADE
Depois que comecei a estudar literaturas espíritas descobri algumas coisas que me passavam despercebidas antes. Como por exemplo a culpa é algo que pode ser deixada de lado, pois se o nosso crescimento ou amadurecimento cresceu o suficiente para verificar o quanto cultivar, ou guardar a culpa,ela cria problemas internos e impede a alegria de viver, que é responsável por um crescimento interior mais rápido, saudável e eficiente. Todos possuímos o livre arbítrio, que vai sendo usado mais profundamente na medida que amadurecemos. Na medida que vamos evoluindo, automáticamente, vamos exercendo decisões, opções, escolhas, e nos assenhorando a nós mesmos.
A partir disso, passamos a decidir entre as influências variadas que recebemos, perante as quais somos livres para ceder ou resistir, mas que trarão opções favoráveis ou desfavoráveis para nós mesmos. Tenho amigas minhas que já chegaram neste estágio com relação aos filhos por exemplo. Eles cresceram e elas conseguiram deixar de interferir nas decisões deles, ainda que elas sejam contra, não esboçam nenhuma reação como aquela de dizer:_ EU NÃO FALEI? Ou então: DEPOIS NÃO DIGAM QUE NÃO AVISEI!
Pois bem eu estou caminhando lentamente nas minhas descobertas de mim mesma, porém de forma progressiva, sem estagnação. Se ainda faço escolhas equivocadas é por que o meu grau de discernimento em determinadas ocasiões está fora do meu conhecimento racional. Muitas vezes me deixo ainda levar pelas emoções, não que elas sejam más influências pelo contrário, mas em certas ocasiões atrapalham os que convivem conosco e consequentemente nos atrapalham também.
Aceitar-se sem ilusões e esconderijos é o caminho para a felicidade. Conhecer sómente não é saber. Não devemos também nos sentirmos culpados pelas escolhas erradas. O que sabemos ontem não sabemos hoje. Alguém poderá perguntar: “É E AQUILO QUE JÁ SABEMOS E MESMO ASSIM FAZEMOS ERRADO”
Seja qual for nossa escolha, mesmo repetindo os mesmos erros ou não percebendo as conseqüências do que já conhecemos, ainda assim estamos mostrando apenas que conhecer não é saber e que saber não é fazer. O desejo de acertar independe das informações recebidas. Precisamos buscar melhorar em tudo, mas não podemos deixar que a culpa por termos errado algumas vezes tome o lugar e a responsabilidade diante das reações das outras pessoas perante nossos atos pois precisamos nos dar o direito de errar, uma vez que não somos infalíveis e nem devemos ter esta pretensão.
Precisamos ter um inteligente auto-conhecimento, sem condenações, baseados na compreenção de que hoje estamos como podemos, mas amanhã estaremos mais maduros, então poderemos nos desgrudar das idéias limitadas e do medo de ERRAR.
Conviver com nossos erros é difícil, mas mais difícil é tentar nos esconder atrás deles por medo.
È bem mais fácil ser feliz sem medo de ter errado e sem culpas por TER ERRADO UM DIA.
Assumamos nossa felicidade sem culpas!!!
Marlene Olimpio Fortuna

quinta-feira, 24 de maio de 2007

ESTOU VOLTANDO!

ESTOU VOLTANDO!!!
Depois de ler uma postagem de jan- jan resolvi ou melhor estou reassumindo minha responsabilidade com meus leitores. Estava com o computador ocupado por outra pessoa e não queria interferir. Hoje foi um dia feliz, em todos os sentidos. Fiz psicoterapia, fiz uma pequena cirurgia no dedo anular da mão direita para retirada de uma verruga horrorosa que apareceu sem pedir licença e estou aqui escrevendo, abrindo minha alma tal qual as flores que se abrem diante da luz do sol. Descobrir a felicidade dentro de nós é como ter um orgasmo múltiplo, sem fazer absolutamente nada, sem precisar de ninguém. Ele vem e você desfruta sem culpas. Gente! Eu estou tendo um surto de felicidade! Motivos? Nenhum!!! Pelo contrário os velhos problemas continuam: contas para pagar, marido chato toda hora dizendo para não gastar, casa prá arrumar, comida, compras enfim, uma serie de pequenas chatices. Eu estou feliz por que redescobri a minha felicidade interior (Devo estar na fase Bipolar Alegre?), não acredito, acho que estou aprendendo a viver as duas fases, administrando cada uma delas com minha força de vontade, enxergando a beleza da vida em mim mesma, sem precisar de uma muleta para me amparar. Aconteceu! Assim sem mais nem menos, fiz faxina mental, retirei tudo que era velho, joguei fora as teias de aranha do meu coração, expulsei meu ego sofredor, culpado, deixei a luz entrar na minha alma. Estou como a canção que diz:...estão voltando as flores...nesta manhã tão linda...ah como é bonita a vida...
Não pensem que endoidei de vez, mas sinto como se diz na Bíblia que morre o homem velho para dar lugar ao novo. Estou renascendo para Deus, mas especialmente estou renascendo para a vida, por mim mesma, pelo amor próprio, pela auto- estima. Estou feliz com quem EU sou. Descobri que tenho dentro de mim uma Marlene linda, que sabe amar, sabe perdoar, sabe viver sozinha, sem medo da solidão, das noites de insônia, da falta do abraço, das boas palavras, sei viver ou melhor conviver com as carências normais á todo ser humano. Meus afetos não se tornaram desafetos, mas já não me fazem falta. Posso ser feliz, basta EU QUERER!!! E o amor fica mais leve assim, sem esperar nada em troca, sem se dar demais. Como canta Calcanhoto: ...nada ficou no lugar...Tudo está onde deve estar ou deveria estar sempre. A vida é muito curta e temos a eternidade para viver aprendendo a arte de viver sem sofrer. Querem aprender os macetes???? Busquem sempre a sua verdade dentro de si mesmos. Hoje estreei no palco da minha nova vida com direito a platéia lotada, sem medo de tropeçar. E, caso isso aconteça, levanto e sacudo a poeira...Outra vez!!!
Marlene O Fortuna

sexta-feira, 4 de maio de 2007

SENTINDO A VIDA


Depois de um período parada, sem escrever, viajando dentro de mim mesma, tirando férias no meu interior, no âmago de minha alma, senti a necessidade de partilhar com meus fieis leitores os acontecimentos deste tempo longe do computador. Entrei num curso de Espiritismo segundo Alan Kardec, comecei uma nova terapia, iniciei yoga e estou muito bem graças a Deus. Não mudei minha fé em Deus, não deixei meus princípios religiosos de lado, simplesmente estou acompanhando esta filosofia de Reencarnação num momento que a igreja católica se contradiz diante de certos fatos e a ciência se impõe . Nada contra religião de cada um, só que eu depois de 25 anos de fidelidade á minha igreja, resolvi conhecer essa teoria da Reencarnação, oposta ao que é proposto pelos católicos que é a RESSURREIÇÃO. De primeira devo dizer que eles estão muito mais avançados, as pessoas mais conscientes do seu papel neste mundo. Lá, em apenas uma aula de evangelização aprendi o que Jesus queria dizer: EU VIM PARA SERVIR. Existe uma consciência social, um acolhimento, um olhar o próximo como a nós mesmos...
Eu sei que muita gente vai comentar, vai fofocar, mas eu não tô nem aí! Precisamos aprender a respeitar as diferenças, sejam elas quais forem. Vou continuar assistindo minhas aulas, tomando meus passes espirituais, me sentindo bem comigo mesma. O caminho do Espiritismo é longo, devagar, exige aprendizado, paciência e doação, além de muito estudo, picologia, filosofia e uma mudança de vida mais voltada para os nossos irmãos.Voltando á PSCOTERAPIA, estou amando a nova técnica dessa terapeuta. Ela trabalha com o corpo, com a psique e com a alma da gente. Em quatro sessões, na terceira fiz uma regressão de vida, muito importante para meu tratamento e saí de lá flutuando. Hoje eu li essa frase de um médico que dizia: ”A MARAVILHA DA VIDA: DESCOBRIR UM SENTIDO PESSOAL E ÚNICO PARA TUDO”
Dráuzio Varella, também diz: “A VIDA NÃO TEM SENTIDO. MAS HÁ UMA GRANDE AVENTURA DENTRO DE CADA UM DE NÓS: DESCOBRIR E CULTIVAR UM SENTIDO PARA A VIDA.”
Estou descobrindo afinal mais sentido para minha vida.Em cada dia aprendo um pouco mais, sem medo de me jogar de cabeça em cada aprendizado, procurando cultivar no meu espírito, a doçura, a fraternidade, o respeito. Mas também usando minhas armas de defesa caso precise delas: minha transparência naquilo que faço, colocando a verdade nos meus atos e nos meus pensamentos, brigando pelo meu livre arbítrio, o presente dado por DEUS para todos. Descobri que posso mudar meu modo de pensar sem precisar do aval de ninguém. Minha consciência está na vontade de uma única pessoa: DEUS!!!
Quanto a yoga, conto outro dia, mas é maravilha! Estou aprendendo a meditação e ficando mais relaxada no dormir, e com mais disciplina no acordar, enfim viver é bom demais!!!


Marlene O Fortuna

O Vigor de Deus me dá Toda Segurança





DESPERTA, BRAÇO DO SENHOR, DESPERTA, RECOBRA TEU VIGOR!!! LEVANTA-TE COMO NOS DIAS DE OUTRORA, QUANDO ABRISTES NO FUNDO DO MAR UM CAMINHO, PARA OS RESGATADOS.


Minha serenidade, meu sossego eu encontro nos braços de Deus,
Ainda que me ataquem os ateus, que se apegam aos bens que são só seus,
Eu tenho um refúgio para me esconder, uma gruta para me aquecer;
Mil idéias passam pela minha cabeça, mil consolos recebo do Senhor,
Então, acaba-se meu temor, reconheço todo esse amor, infinito, especial,
Como filha única que eu sou, desse pai de carinho tão filial,
Acabam- se as tristezas, vai-se embora a melancolia, dando lugar a alegria. De reconhecer esse ser perfeito, pura energia, meu coração se abre , deixa entrar a paz e a harmonia.
Não sou perfeição, nem tenho tal pretensão. Sou feita de carne e ossos como todos são.
Minha diferença é a verdade que mostro sem vaidade: SOU UMA BIPOLAR!!!

Marlene O Fortuna

quarta-feira, 4 de abril de 2007


Partir...chegar... E... De novo partir...
“A GENTE CORRE O RISCO DE CHORAR UM POUCO QUANDO SE DEIXOU CATIVAR”
SAINT EXUPERY
Quando amamos alguém de verdade, a despedida é sempre triste, quase uma tragédia.
Quando conseguimos ocultar as lágrimas, não conseguimos disfarçar a tristeza e a melancolia que impregnam o derradeiro abraço, o aceno de adeus. Partir é sempre doloroso para os dois lados, o que fica, e o que vai. No meu caso, como mãe, cada vez que me despeço de um filho, seja para perto ou para longe, sinto como se me tivessem arrancado um pedaço do meu coração. Seria tão bom se não precisasse partir.Seria bom se não fosse preciso ficar!
A gente acaba sempre , querendo arrumar ,um jeitinho de se ficar mais um pouquinho perto da pessoa amada. Um minutinho que fosse! Na verdade certos momentos de nossa vida deveriam ser eternizados para que nunca mais houvesse separação.
Dá um peso no coração quando chega àquela hora!!!
Tudo perde a graça, a gente fica sem jeito, intranqüila e nervosa, olhando a todo instante o relógio, como se quisesse parar o tempo.
Nestes momentos é que eu agradeço a Deus por me dar o dom da fé, meu coração fala alto, meus olhos olham mais longe, bem além da simples despedida que me inquieta.
No tempo, meu coração fala de ETERNIDADE, de um tempo sem despedidas. Do encontro que não termina, onde o amor será eterno.
Então vejo minha menina ou meu menino partirem e fico com uma estranha nostalgia no peito. SAUDADE... SAUDADE da TERRA PROMETIDA, da PÀTRIA que Deus nos reserva!
E sem perceber me acontece o mesmo que aconteceu ao PEQUENO PRÌNCIPE:

“QUANDO REGOU PELA ULTIMA VEZ A FLOR E SE DISPUNHA A COLOCÁ-LA SOB A REDOMA, PERCEBEU QUE ESTAVA COM VONTADE DE CHORAR”
‘’ÉXUPERY’
Aí, eu deixo minhas lágrimas caírem até se esgotarem, sem medo, sem vergonha, na certeza de que meu pranto vai molhando aos poucos as flores do imenso jardim, guardado, esperando minha chegada.
OBS: Algumas palavras foram inspiradas no livro O Pequeno Príncipe(pag.34,Agir)
Marlene O. Fortuna

segunda-feira, 2 de abril de 2007

A Santa Viva




A morte é um espelho que reflete as vâs gesticulações da vida. Toda essa colorida confusão de atos, omissões, arrependimentos e tentativas --obras e sobras -- que é cada vida, encontram na morte, senão sentido e explicação, um fim. Diante dela, nossa vida se desenha e se imobiliza. Antes de desmoronar-se e fundir-se no nada, ela se esculpe em forma imutável: mudaremos, para então desaparecer. Nossa morte ilumina nossa vida. Se nossa morte carece de sentido, então nossa vida também não tem sentido algum. Por isso, quando alguém morre de morte violenta, as pessoas dizem "ele procurou por isso". E é verdade, cada um tem a morte que busca, a morte que constrói para si mesmo. Morte de cristão ou morte de pagão são jeitos de morrer que refletem jeitos de viver. Se a morte nos trai e morremos da morte errada, que lástima: é preciso morrer como se vive. A morte é instranferível, como a vida. Se não morremos como vivemos é porque realmente não vivemos a nossa própria vida: não nos pertencia, como não nos pertence a má-sorte que nos mata. Diga-me como morreste e te direi quem és.")Para os ancestrais de Octavio Paz, aztecas, a morte era apenas um outro jeito de "vida". Uma fase, num ciclo infinito, sempre renovado. E a vida de cada um, assim como a morte, alimentava o frágil equilíbrio do cosmos...Para ler o texto inteiro, e, acredite, vale a pena, clique aquiO desenho é de José Guadalupe Posada (1852-1913), pintor mexicano que ficou célebre justamente por conta dessas mortes insubordinadas e irreverentes que ele criou e que dizem muito do jeito mexicano de lidar com a própria morte...enviada por Adília
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(comentar 5 comentários) (envie esta mensagem) (link do post)30/03/2007 08:56Histórias da tradição judaica....para começar o diaDesde ontem estou com a sensação de que o mundo ficou um tiquinho mais sombrio...A prisão do rabino Henry Sobel, acusado de roubar cinco gravatas de griffe, numa boutique chiqe da chiquérrima Rodeo Drive, em Palm Beach, na Flórida, além de chocante, parece incompreensível...Os judeus colecinam há milênios o mais fabuloco repertório de histórias sobre seu povo. De certa forma, são essas histórias que nutrem a alma judaica e amarram os fios soltos do povo judeu. Hoje, depois do café e do jornal, sem saber o que pensar, comecei a folhear o livro da escritora argentina Ana Maria Shua, O Livro da Sabedoria Judaica, um compilação de contos e citações do Talmude e da Cabala e de dizeres e relatos populares e anônimos nascidos da tradição oral do povo judeu. E dei de cara com essa historinha que reproduzo aqui para vocês:Moisés perto do poçoUm dia Moisés estava descansando perto de um poço, oculto pelas árvores, quando viu que um homem se aproximou e, ao inclinar-se para beber, deixou cair uma bolsa cheia de moedas de ouro. Distraído, o homem foi embora sem perceber nada. Um pouco depois, um outro homem se aproximou para beber água e encontrou a bolsa. Muito feliz, levou-a consigo.Em seguida, veio um terceiro homem beber água e, nesse momento, volta o distraído, reclamando sua bolsa. Acusou aquele que estava junto ao poço de ter ficado com ela. Por mais que o homem inocente negasse, o outro não acreditava. Terminaram brigando e o dono da bolsa acabou matando o outro.Moisés se indignou. "Por que vês tanta injustiça e não te comoves, meu Deus?""Tens que saber", disse então a Sua Voz, "que o homem que perdeu dinheiro é uma boa pessoa. Porém, seu pai era um bandido que roubou dinheiro do pai daquele homem que achou a bolsa. Assim, o homem não fez mais do que recuperar sua justa herança. O homem que parecia inocente, havia, na verdade, matado o irmão do dono da bolsa. Vinguei o sangue inocente para demonstrar Meu poder. E tu, Moisés, acaso tens o direito de duvidar das Minhas decisões?"Entre tudo aquilo que a gente não sabe e que entrelaça nosso destino no destino de todos, e faz nossas ações repercutirem, feito as ondas da pedra atirada no lago, no passado e no futuro, deve mesmo estar a "Voz que clama no deserto", a Voz de Deus...Fechei o livro, sentei para escrever este post com a alma mais ligeira...nunca canso de me surpreender com a sabedoria desses nossos ancestrais que eles foram costurando em histórias ao mesmo tempo tão simples e tão fundamentais!O conto é da tradição midrásica e está em O Livro da Sabedoria Judaica, de Ana Maria Shua, editora Relume Dumará. Para saber mais sobre a autoraenviada por Adília
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(comentar 37 comentários) (envie esta mensagem) (link do post)29/03/2007 19:34Morrer...mas com estiloMonica Horta, astróloga, olha meu céu e diz: "você vai precisar falar de morte"... mas não quero. Nem sei o que dizer, e detecto até um certo medo, resquício infantil de um jeito mágico: se eu não pensar, não existe...Mas tem dias assim estranhos, nos quais cabem anos, décadas, e todo o sofrimento do mundo! Em dias assim você se pega flertando com a morte, ensaiando aproximações...Não consigo ainda acreditar que a gente tem algum controle sobre as coisas que nos acontecem, embora a idéia ande cada vez mais popular. No entanto, cheguei a conclusão de que, embora a gente não consiga escolher a própria morte, dá para escolher o tipo de enterro que vamos ter. Parece pouco? Pode ser, mas no quesito morte, não temos tantas alternativas assim de exercitar nossa arrogância, melhor nos concentrarmos nas miudezas...Além disso, poder escolher o próprio enterro diz muito da pessoa que decidimos ser. Queria ter um enterro assim, feito esse, num dia claro, inundado de sol, mas que uma brisa leve sacudisse as folhas das árvores. Queria que as pessoas fossem chegando sem lágrimas, não vale a pena chorar pelas vidas bem vividas. Queria que um grupo de amigas velhas, cansadas, iguais, todas vestindo azul, alugasse um ônibus para virem se despedir de mim e cantassem minha canção favorita em vozes enrugadas...E que outras, usando chapéus roxos, fizessem uma oração, pedindo para a Grande-Mãe me acolher no seu colo...Gostaria que algumas pessoas improváveis, como as noras e os netos adolescentes, imaginassem que poderiam sentir saudades minhas, são tão difíceis e tão valiosos esses encontros! Queria que entre parentes e amigos ninguém conseguisse distinguir traços nem parecenças, o amor cria as verdadeiras afinidades. Queria que, no momento em que o carrinho saísse com as flores e o caixão, alguém risse lembrando de alguma bobagem que eu falei, algum esquecimento, um lapso, uma queda, qualquer uma das minúcias que afirmam nossa humanidade. Mesmo banhado de sol, gostaria que meu túmulo fosse à sombra de uma árvore e que os casais se aproximassem dele de mãos dadas, a morte, afinal, é a oportunidade que Deus nos dá de fazer o exercício da grande reconciliação. Quero acreditar, como os hindus, que a terra úmida cobriria meu corpo e que em breve, muito breve, eu me transformaria talvez num pássaro e comungaria mais uma vez da benção do Universo. E, cá para nós, e ao contrário do que andei dizendo por aí a vida inteira, queria muito morrer assim num instante, naquele único instante verdadeiramente nosso, entre o passado e o futuro, com dizia Hannah Arendt...enviada por Adília
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(comentar 9 comentários) (envie esta mensagem) (link do post)27/03/2007 10:02MeditaçãoVocê achava que meditação era coisa daquele povo de saias esvoaçantes e espírito Woodstock? Subversão ocidental de práticas ancestrais nascidas no altíssimo cume das montanhas do Tibet? Misturança de religião com espírito New Age?Meu amigo Roberto Cardoso há anos me ensinou que nada disso. Médico ginecologista da UNIFESP, de São Paulo, ele é um pioneiro no estudo da meditação e, mais interessante ainda, especializou-se nas práticas de "relaxamento da lógica" aplicadas a gestantes! Roberto agora assina uma coluna no site da RedePsi, onde discute e ensina técnicas de meditação para gregos e troianos, esotéricos ou céticos...porque meditar faz bem, independente das crenças e dos preconceitos...Navegue por lá....enviada por Adília
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(comentar) (envie esta mensagem) (link do post)26/03/2007 01:12Blog de mulher...Andei navegando pelos blogs premiados pelo Weblog Awards, uma espécie de Oscar do mundo dos blogs. E selecionei meus favoritos, mas só na categoria relatos de mulheres. Porque adoro ler essas histórias pinçadas do cotidiano de cada uma de nós e encantadas com fotos, comentários, inspirações e muito bom-humor:Cute overload, que ganhou o prêmio de Melhor Blog em 2006, é, de fato, a coisa mais "cute" ou fofa da blogosfera! Não tem nada de relatos de mulher, mas vai entrar na lista assim mesmo!Dooce, de uma ex-webdesigner, Heather Armstrong, é um blog pioneiro. Desde 2001, Heather escreve crônicas que foram acompanhando as mudanças da sua vida, que ela chama de "o suprasumo da mediocridade". São mesmo relatos de miudezas...doces..."A vida, como as torradas francesas (fritas com manteiga, ovos e tudo que você gostar de doçuras, como mel, canela, açúcar...), é feita de ingredientes simples, que se combinam numa mistura perfeita que a gente assume que é muito fácil. Já está mais do que na hora de extrair sabores maravilhosos da sua vida. E, se você não acha sua vida assim tão saborosa, lembre-se que é você mesmo que controla quanto de açúcar vai na receita, por quanto tempo ela deve ficar no fogo, e se deve ser mais macia ou mais crocante." É assim que a artista Élena Nazzaro começa seu blog, The French Toast Girl. Para ler e navegar pelas belas ilustrações da artistaConfessions of a Pioneer Woman ganhou o prêmio de melhor blog de "Relatos Pessoais". A autora, Ree, se define como uma "Desperate Housewive" que largou a cidade grande e foi morar num rancho, teve 4 filhos, aprendeu a tirar belíssimas fotos e a escrever a crônica de seu dia-a-dia na "fronteira", ou no fim do mundo, neste blog. Lindo, lindo, mas é tarde e esses blogs de mulheres engancham a gente, quando você vê, a hora já passou...enviada por Adília
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(comentar 1 comentário) (envie esta mensagem) (link do post)25/03/2007 01:11Perfil de mulherA AVON encomendou uma pesquisa para avaliar o quanto as mulheres estariam satisfeitas com sua situação no mundo, em termos de autonomia. A pesquisa, que incluiu 8 mil mulheres em 16 países, definiu autonomia a partir de 6 fatores:Tomada de decisão de apoio à famíliaParticipação social e cívicaIndependência FinanceiraSaúde e segurançaOportunidade de Trabalho e CarreiraOportunidade de EducaçãoO resultado mostra uma mulher mais confiante e que se vê com mais competência para participar do mundo à sua volta e tomar decisões em relação à si mesma, à sua família e aos seus filhos, mas que também se ressente da falta de coisas fundamentais, como saúde e acesso à educação. E isso não só nos países em desenvolvimento, como nos países desenvolvidos também. Além de saúde, é no quesito segurança que as mulheres revelam sua maior insatisfação. A sensação de ter controle sobre sua própria vida, em contrapartida, aparece como um boa razão para ser feliz para a maioria das mulheres!Olhando o relatório você fica imaginando que embora o mundo ainda esteja longe de ser tão acolhedor assim para nós, mulheres, dá para esperar que nossas filhas tenham chance de viver seu ser feminino sem abrir mão nem pedir desculpas por nada e, ainda sentirem-se parceiras orgulhosas e autênticas dos homens do futuro! Aliás, mais da metade das mulheres entrevistadas também acredita nisso, embora uma em cada seis duvide. A gente torce para elas estarem erradas! Pode conferir os dados no resumo da pesquisa oferecido pela Avon, mas antes de ir embora, deixe seu comentáriolá embaixo!PESQUISA GLOBAL AVONÍNDICE AVON DA SATISFAÇÃO DA MULHER QUANTO À SUA AUTONOMIA:- mede o nível de satisfação de vida, oportunidades e poder de atuação da mulher em sociedade em seis dimensões de suas vidas: saúde, educação, trabalho, independência econômica, participação social e família. - ilustra as diferenças claras e os objetivos comuns referentes ao poder de autonomia relatado em todo o mundo e aponta oportunidades para o seu futuro progresso.- pesquisa inédita, com abrangência, tamanho e foco sem precedentes.- oportunidade única de ouvir as mulheres, o que elas pensam sobre as suas vidas.ESCOPO PESQUISA16 países pesquisados. 8 mil mulheres de 18 anos ou mais (500 mulheres por país). No Brasil: mulheres de todas as classes, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Brasília, Porto Alegre e Belém.Entrevistas de 12 a 29 de janeiro de 2007. Metodologia: Entrevistas Pessoais (Brasil e países demais em desenvolvimento) e por telefone (Países Desenvolvidos). As macro-regiões definidas de acordo com a metodologia do Banco Mundial com base no PIB per capita: – Países Desenvolvidos: EUA, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão – Países em Desenvolvimento: Polônia, Rússia, Brasil, México, Venezuela, China, Índia, Filipinas, Egito, África do Sul e Turquia.RESULTADOS DO ÍNDICE - base nas percepções mulheres: Mundial: 64, em uma escala de 0 a 100Nações desenvolvidas, o índice é 70; Nações em desenvolvimento (incluindo Brasil), 61.DESTAQUES PESQUISA GERAL:Mais satisfeitas:· Controle sobre a própria vida (92%)· Decisões sobre a vida religiosa ou espiritual de alguém (89%)· Atenção e capacidade de cuidar da família (88%)· Nível de influência nas decisões quanto a gastos domésticos importantes (81%)· Oportunidade de votar em eleições políticas em seu país (78%)Menos satisfeitas:· Oportunidade de viajar (40%)· Segurança ao sair na rua sozinha (37%)· Acesso à saúde de qualidade (35%)· Oportunidade de trabalho remunerado (32%)· Nível de educação recebida (31%)O que as mulheres desejam:Ter dinheiro suficiente para viver bem e pagar as contas (64%) Ter assistência médica de qualidade a preços acessíveis (44%) Ter casa própria (36%) Mais tempo para a família ou para lazer (33%) Habilidade para começar o próprio negócio (27%) DESTAQUES BRASIL:Mulher se sente mais atuante/ satisfeita:- atributos de participação social e cívica;- tomada de decisão e apoio familiar;- independência financeira; Mulheres se sentem menos satisfeitas no Brasil- Oportunidades de trabalho e carreira - Saúde e segurança- Oportunidades de educação.DADOS RELEVANTES:- apenas 17% das parlamentares em todo o mundo são mulheres - sua participação aumenta em 28 dos 39 países que tiveram eleições em 2005. - dois terços dos adultos do mundo que vivem abaixo da linha da pobreza são mulheres.- 1 em 3 mulheres vai ter algum tipo de violência em sua vida. Estupro é a mais comum forma de violência sexual.- dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres= 500 milhões.- em muitos países as mulheres são desencorajadas a trabalhar em razão da falta de incentivos dos Governos e das empresas em não prover suporte adequado às mães que trabalham, como creche.enviada por Adília
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(comentar) (envie esta mensagem) (link do post)21/03/2007 23:22Mais sobre a "praga"...Meu amigo, José Aroldo, teceu comentários muitíssimo pertinentes sobre o perigo das palavras fora de contexto e das traduções apressadas. Dizia que o discurso do papa Bento XVI que provocou grandes discussões neste blog na última semana havia sido mal interpretado. Pelo sim pelo não, e para quem acompanhou as conversas, aí vai o trecho do discurso de Exortação Apostólica, exatamente como aparece no site do Vaticano.29. Se a Eucaristia exprime a irreversibilidade do amor de Deus em Cristo pela sua Igreja, compreende-se por que motivo a mesma implique, relativamente ao sacramento do Matrimónio, aquela indissolubilidade a que todo o amor verdadeiro não pode deixar de anelar.[91] Por isso, é mais que justificada a atenção pastoral que o Sínodo reservou às dolorosas situações em que se encontram não poucos fiéis que, depois de ter celebrado o sacramento do Matrimónio, se divorciaram e contraíram novas núpcias. Trata-se dum problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai progressivamente corroendo os próprios ambientes católicos. Os pastores, por amor da verdade, são obrigados a discernir bem as diferentes situações, para ajudar espiritualmente e de modo adequado os fiéis implicados.[92] O Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura (Mc 10, 2-12), de não admitir aos sacramentos os divorciados re-casados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia. Todavia os divorciados re-casados, não obstante a sua situação, continuam a pertencer à Igreja, que os acompanha com especial solicitude na esperança de que cultivem, quanto possível, um estilo cristão de vida, através da participação na Santa Missa ainda que sem receber a comunhão, da escuta da palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos.Aqui você lê toda a exortação de Bento XVI e depois pode dar sua opinião, a gente aqui agradeceenviada por Adília
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(comentar 19 comentários) (envie esta mensagem) (link do post)21/03/2007 01:11Casamento essa "praga"...Não é à toa que uma das palavras mais buscadas na Folha online de hoje era "Rubem Alves"! O artigo publicado pelo jornal Folha de São Paulo, A Praga, era a resposta contundente do teólogo, "psicanalista, embora não ortodoxo" e professor da UNICAMP, de São Paulo, para a perplexidade que as últimas declarações do papa Bento XIV, sobre os católicos e o segundo casamento, vêm provocando, mesmo entre os fiéis da Igreja, como você pode ver nos comentários láááá embaixo... "Os casamentos, o primeiro, o segundo, o terceiro, pertencem à ordem maldita, caída, praguejada, pós-paraíso", avalia irônica e trsitemente o professor, "nessa ordem não se pode confiar no amor. Por isso se inventou o casamento, esse contrato de prestação de serviços entre marido e mulher, testemunhado por padrinhos, cuja função é, no caso de algum dos cônjuges não cumprir o contrato, obrigá-lo a cumpri-lo. Foi um padre que me ensinou isso. Ele celebrava o casamento. E foi isso que ele disse aos noivos: "O que vos une não é o amor. O que vos une é o contrato". Aprendi então que o casamento não é uma celebração do amor. É o estabelecimento de direitos e deveres. Até as relações sexuais são obrigações a ser cumpridas."Pois é, caminhamos tanto e não conseguimos fazer acontecer a revolução do amor com que o próprio Cristo sonhava...Mas esse esforço de tornar o casamento palco natural do amor é recente na história das criaturas humanas. Tradicionalmente, o "casamento" em suas variadas formas surge para disciplinar o sexo e manter a harmonia nos agrupamentos humanos. O casamento em poucos momentos esteve de fato a serviço do amor. Em geral, como ainda hoje acontece em muitos países islâmicos, por exemplo, era um negócio, que envolvia riquezas, bens, a principal moeda de troca: uma mulher. E um objetivo: herdeiros. Caso algo desse errado, bastava trocar de esposa e começar tudo de novo...Amor? Uma complicação... O amor excessivo pela esposa não era nem mesmo desejável, advogava o filósofo romano Sêneca, pela boca de um dos pais da Igreja Católica, São Jerônimo: "O homem sábio deve amar sua esposa com discernimento e não com paixão e deve controlar seus desejos e não se deixar seduzir pela copulação, porque nada é pior do que amar sua esposa, como se ama uma amante". Às esposas, os filhos, a herança, o reconhecimento. Às amantes, a paixão. Essa era a forma que boa parte do mundo adotava para tratar do tema "casamento". Vou buscar na estante um artigo do historiador Philippe Ariès, sobre o "Casamento indissolúvel". Você sabia que essa história de casamento indissolúvel é criação bem mais recente do que querem nos fazer acreditar? Acontece em algum momento entre o século 12 e 16. E, ao contrário do que a gente ouve falar, pode nem ter sido uma invencionice da Igreja: "o casamento indissolúvel foi uma criação espontânea das comunidades rurais", diz o historiador. As uniões eram arranjadas e abençoadas pelas famílias. Bastava uma festa, uma celebração, promessas e a troca de algum dom: um anel, um beijo, um objeto de valor, estimado, e pronto! Lá iam os jovens esposos ensaiar os primeiros passos de sua nova vida à salvo da cobiça do vizinho, ao menos em tese...essas bodas domésticas que agitavam as aldeias chamavam-se, na França, créantailles, ou "promessas". Embora ninguém realmente fizesse questão de impor nenhuma estabilidade, eram uniões feitas para durar -- é até fácil imaginar a confusão que os troca-troca de esposas provocariam nas pequenas e sonolentas vilas amontoadas de gente que pontilhavam a paisagem da Idade Média na Europa -- sim, durar, ao menos até que a morte levasse um ou outro dos cônjuges, o que acontecia com enorme frequência e bem antes do amor se esgotar...E se entre os aristocratas, o registro era fundamental para definir quem seriam os filhos bastardos e quem seriam os herdeiros, entre os camponeses, a promessa bastava, a fala, diante de Deus, então não é mais importante do que todo o resto?É só muito mais tarde, já no século 15 que os padres vão intermediar essas "promessas" a dois. E só no século 17 essas celebrações começam a acontecer dentro das igrejas e não na praça da aldeia. Aos poucos, o casamento vai saindo da esfera da família e do par e virando instituição, regida pelo Estado e pela Igreja.E de lá para cá...bom essa é história mais conhecida. A gente fala, fala, mas casar virou um business, em muitíssimos casos, milionário! Por outro lado...ainda bem que tudo que tem um lado, tem outros lados, certo? Então, por outro lado, aquele onde, aliás, desponta o novo, a promessa, a esperança, os jovens, cada vez mais reproduzem de alguma forma e em versão melhorada aquele modelo antigo, mais espontâneo, menos burocrático de relação. Juntam-se para testar os alicerces do amor, trocam promessas, quem sabe uma aliança, ainda que tosca, e eventualmente resolvem casar apenas na hora de formatar um projeto de vida comum, que, em geral, inclui concretudes como filhos, casa, cachorros...quem sabe não será nestes ninhos frescos que o amor vai reinar soberano como deseja Rubem Alves?Depois de tantos anos casada com o mesmo homem, acredito nestas uniões feitas apenas com palavras, eternas, enquanto duram e enquanto conseguem expressar afeto e amor. Todo o resto, o papa tem razão, é uma praga... O artigo de Rubem Alves você lê na Folha de S.Paulo - Rubem Alves: A praga - 20/03/2007E encontra mais textos do professor na sua "Casa de Rubem Alves"enviada por Adília
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(comentar 21 comentários) (envie esta mensagem) (link do post)19/03/2007 19:04Amma, a santa que abraça vem aí...2007 promete. Além do papa, o Brasil vai receber Amma, a mestra hindu, que muitos já chamam de "santa" e outros comparam à Madre Tereza de Calcutá e a Gandhi. Amma, ou "A Mãe", em hindu, tornou-se conhecida, mesmo no Ocidente, graças a seu estilo "peculiar" de acolher os fiéis. A "Santa Viva", como também é chamada, abraça (darshan) cada pessoa que consegue se aproximar dela, depois de enfrentar as filas intermináveis que se formam onde quer que a mestra vá, na Índia e no resto do mundo. Estima-se que ela já tenha "abraçado" mais de 20 milhões de pessoas. Além desse estilo simpático e carinhoso, a mestra hindu, tem recebido inúmeros prêmios por sua atuação social. No site oficial, ela é apontada como a maior benemérita viva do mundo, o que, ainda que seja um certo exagero, não está nada longe da verdade. Em 2006, ela tornou-se Consultora Especial da ONU por sua atuação junto às vítimas do Tsunami. Ficou curioso para saber mais? Entre no site oficial de Amma, a santa do abraço...enviada por Adília
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Vou ficar com certeza maluca beleza


Hoje, resolvi mudar a direção do meu blog. Quero falar sobre minha Síndrome Bipolar, completamente assumida, sem medos e sem receios do que podem pensar de mim. Meu marido, apesar de ser ótimo não consegue me transmitir tranqüilidade. Fala tudo gritando, se eu me esqueço alguma coisa ele joga logo na cara que estou ficando louca. O dinheiro prá comprar remédios e pagar psiquiatra minha amiga, acabouuu! Ele pensa que é bonzinho, mas às vezes penso que o maluco é ele. Ultimamente tomou conta do computador. Só fico com essa hora quando ele vai assistir os filmes copiados durante todo o dia. Estou farta, qualquer dia vou planejar uma estratégia para sumir. Não posso falar aqui, mas já tenho meus planos feitos. Afinal, eles todos vão se livrar de um peso, pois já não sou mais a mesma e não t ô nem aí. Cada um tem sua vida, seu dinheiro, sua aposentadoria. Eu sou a única a não ter nada e viver as custas dos outros. Vou livrá-los desse fardo. Quando penso quantas vezes comprei livros com cheques pré datados, roupas da Dimpus, Forum, Yes Brasil,Office para eles e hoje dizem que não tem dinheiro! Nem perguntam se preciso de algo. Também , os remédios vão acabar e eu não vou tomar porra nenhuma mais, vou deixar prá ver no que dá. Já pensou eu pelada em cima da ponte ou botar veneno de rato na minha comida? Vou planejar, vou fazer como Ana Bamberg que planejou um ano e conseguiu. Covardia? Qual é amigo é coragem. Já pensou se atirar do 13 andar? Todo mundo tem medo de morrer! Eu tinha. Hoje não tenho mais. Desculpem meus poucos leitores dessa porcaria que escrevo nesse blog que ninguém vê mesmo! Nem meus parentes lêem! Só recebi palavras de incentivo de uma amiga que sempre está lendo e mandando mensagens positivas. O resto? Podem até ler, mas tem inveja ou falta de coragem prá dizer se é bom ou não presta. Sei que tenho boas matérias, como sei que estou num momento terrível de Bipolaridade e quando encontro os aderentes perguntam:Tá tudo bem? Nunca valorizam meu sofrimento, acham que é frescura minha, um jeito de chamar atenção.,que eu não percebi o crescimento dos filhos. Claro que percebi, ficaram cheios de si, não querem saber de nada que seja ruim. Vão a restaurantes escondido de medo que eu peça alguma coisa, principalmente comida chinesa que sabem o quanto eu gosto. Deixa prá lá, um dia eles vão passar pela mesma situação de pais abandonados.
Desculpem meus leitores, hoje estou mal. Tirem o positivo (se houver) da minha mensagem tão pessimista. Dou direito às críticas e xingamentos.



Marlene O. Fortuna

domingo, 1 de abril de 2007

Estou Sabendo Envelhecer?



Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia. Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião. Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros. Ensina-me a pensar nos outros e ajudá-los sem jamais me impor sobre eles mesmo considerando com modéstia a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante. Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos e que só se preserva os amigos quando não há intromissão na vida deles. Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dá-me asas para voar diretamente ao ponto que interessa. Não me permita falar mal de alguém. Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças. Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada ano que passa. Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias, seria pedir muito, mas ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com paciência. Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errada em algumas ocasiões. Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis. Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: mantenha-me a mais amável possível. Livrai-me de ser santa. É difícil conviver com santos! Mas uma velha rabugenta, Senhor, é obra prima do satã. Amém.


Marlene O. Fortuna

A Alegria de Amar



Se alguém ama uma flor Da qual só existe um exemplar Em milhões e milhões de estrelas, Isto basta para ela ser feliz quando as contempla”

Exupéry

Quando verdadeiramente amamos alguém, este se torna único em nossa vida. Não há termo algum de comparação, nem substituição possível: ele será sempre ele e ela será sempre ela. Os outros... Serão apenas os outros. Jamais conseguirão preencher o vazio deixado pela ausência de quem amamos. Hoje dia internacional da mulher, lembrei-me de minha mãe que não vejo há seis anos e que não tenho perspectiva nenhuma de vê-la, pois dorme o sono dos que não pertencem mais a esta vida. Lembrei-me dela por que era uma mulher simples,mas inteligente, humilde, porém seu olhar era imponente e nem precisava falar para entendermos o que ela estava querendo nos transmitir. Que SAUDADE! Ela significava a comunhão total do amor, numa generosa comunhão de vida, onde despontavam os verdadeiros valores da pessoa humana, para um cultivo constante e recíproco da personalidade de cada filho numa experiência perene, profunda e total do amor. Hoje, se viva ela estivesse, neste dia dedicado as mulheres, eu gostaria de lhe dizer: “MÃE, VOCÊ TINHA RAZÃO” Eu agora compreendo suas palavras, querendo me mostrar que a essência do amor, consiste na dor de se perder a quem se ama. É como morrer junto, esquecer todo um passado de esperanças e de sonhos, mesmo quando a pessoa que se perdeu continua viva, neste mundo de valores corrompidos, onde o dinheiro e o poder tomaram o espaço da família e da ética. Mas, graças a DEUS , aprendi a amar e a minha alegria de ter aprendido o significado do AMOR verdadeiro transpassa toda minha dor e transforma em alegria o APRENDIZADO. Esta é uma experiência que só quem viveu tais momentos pode traduzir. São momentos de espera pelo reencontro, com toda sua profundidade, que só o amor sabe reconhecer. Esta é, sem dúvida, a maior riqueza:
A ALEGRIA DE UM CORAÇÃO QUE AMA. O PREVILÉGIO DE TER NASCIDO SIMPLESMENTE MULHER!!!


Marlene O. Fortuna

Por que Haveria Eu de Estar Triste...



Estes dias fiquei com preguiça de escrever, porém hoje fiquei muito feliz com um recado que recebi que não vou deixar passar a inspiração. Segundo um psicólogo não existe uma sugestão que não apague uma . Eu estou fazendo jus à frase. Estou me sentindo como um navio que não alcança as estrelas, mas é através delas que é guiado no mar. Hoje avistei minha estrelinha perdida no céu infinito e percebi que ela não estava perdida de mim, simplesmente estava dando um tempo para se transformar numa grande e linda . Na grande escalada dessa vida, eu sempre tive guarida, Fui chamada de louca, até de atrevida,mas não me deixei abater, No meu horizonte, havia um livro em branco prá eu escrever, Fazer da minha vida uma linda estória, cheia de prazer!!! Aos poucos... Fui descobrindo, que o meu lindo livro,não teria só alegria, Que... A dor e as lágrimas, fariam parte da minha tola fantasia. Vivi cada momento, com a intensidade que cada um merecia... Fui audaciosa, guerreira, lutei muito por tudo que eu queria, E, aos poucos fui colocando tintas no livro em branco, Coloquei cores, poesias, devaneios, desencantos, Minha alegria e minha tristeza, coloriram suas páginas, Minhas lágrimas, deram as cores e as razões para meus prantos. Agora, fiz no livro da minha vida um lindo arco-íris com matizes diferentes Deixei em mim, a criança.Que adormece, para acordar de repente... Sempre que dela eu necessitar! Para sorrir... Para amar... Viajar no meu sonhar, Um dia...Quem viver, depois de mim, meu livro vai abrir, suas páginas sondar, E... Vai descobrir os segredos que minha vida guardou, que meu coração sentiu, Não me importo nem um pouco, sou parte de algo maior, um refil... Vou repor o meu interior de tudo que ainda me falta , Vou voltar pro horizonte, vou beber da minha fonte como quem lutou, Quem tem sede de água pura, cristalina, incolor, Vou preencher com muito calor, não darei espaço prá dor... No livro da minha vida, só escreverei em multicor, as estórias que tenham AMOR!!!


Marlene O Fortuna

Reflexão para Nossa Vida...


Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava. Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria. Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Disse-me ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas. Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho. Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho! O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela quais aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam. Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"... Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos. Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar. Portanto, pretendo mudar minhas orações. Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos. Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.



Marlene O Fortuna