segunda-feira, 18 de junho de 2007

HOJE OLHEI MEU HORÒSCOPO





...Monica Horta, astróloga, olha meu céu e diz: "você vai precisar falar de morte"... mas não quero. Nem sei o que dizer, e detecto até um certo medo, resquício infantil de um jeito mágico: se eu não pensar, não existe...Mas tem dias assim estranhos, nos quais cabem anos, décadas, e todo o sofrimento do mundo! Em dias assim você se pega flertando com a morte, ensaiando aproximações...Não consigo ainda acreditar que a gente tem algum controle sobre as coisas que nos acontecem, embora a idéia ande cada vez mais popular. No entanto, cheguei a conclusão de que, embora a gente não consiga escolher a própria morte, dá para escolher o tipo de enterro que vamos ter. Parece pouco? Pode ser, mas no quesito morte, não temos tantas alternativas assim de exercitar nossa arrogância, melhor nos concentrarmos nas miudezas...Além disso, poder escolher o próprio enterro diz muito da pessoa que decidimos ser. Queria ter um enterro assim, feito esse, num dia claro, inundado de sol, mas que uma brisa leve sacudisse as folhas das árvores. Queria que as pessoas fossem chegando sem lágrimas, não vale a pena chorar pelas vidas bem vividas. Queria que um grupo de amigas velhas, cansadas, iguais, todas vestindo azul, alugasse um ônibus para virem se despedir de mim e cantassem minha canção favorita em vozes enrugadas...E que outras, usando chapéus roxos, fizessem uma oração, pedindo para a Grande-Mãe me acolher no seu colo...Gostaria que algumas pessoas improváveis, como as noras e os netos adolescentes, imaginassem que poderiam sentir saudades minhas, são tão difíceis e tão valiosos esses encontros! Queria que entre parentes e amigos ninguém conseguisse distinguir traços nem parecenças, o amor cria as verdadeiras afinidades. Queria que, no momento em que o carrinho saísse com as flores e o caixão, alguém risse lembrando de alguma bobagem que eu falei, algum esquecimento, um lapso, uma queda, qualquer uma das minúcias que afirmam nossa humanidade. Mesmo banhado de sol, gostaria que meu túmulo fosse à sombra de uma árvore e que os casais se aproximassem dele de mãos dadas, a morte, afinal, é a oportunidade que Deus nos dá de fazer o exercício da grande reconciliação. Quero acreditar, como os hindus, que a terra úmida cobriria meu corpo e que em breve, muito breve, eu me transformaria talvez num pássaro e comungaria mais uma vez da benção do Universo. E, cá para nós, e ao contrário do que andei dizendo por aí a vida inteira, queria muito morrer assim num instante, naquele único instante verdadeiramente nosso, entre o passado e o futuro, com dizia Hannah Arendt...Morrer...mas com estilo.

FELICIDADE


SER FELIZ
As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja pratica só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira formula da felicidade é a realização constante de um trabalho interior. Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude fundamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.
Nosso principal objetivo é progredirmos espiritualmente e,ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho. No entanto , por acreditarmos que cabe unicamente anos a responsabilidade da felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos. Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativa coloridas, condenando-nos sempre à decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos que regemos nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas. A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural. O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a satisfação é de poucos. Somente aqueles que já perceberam que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido para cada um.
Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos ouros é também a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a proteção divina e formamos um único rebanho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.
É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo, ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo co os nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos, porém que o controle absoluto sobre todas as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta. Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória à nossa vida familiar, social, psíquica e espiritual bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais. Felicidade não é apenas a realização de todos os nossos desejos;é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.
Em face a todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas reflexões presentes, consideremos que o trabalho interior que produz felicidade não é , obviamente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da eternidade, nas muitas moradas na CASA DO PAI.
Obs: tirado de um texto de um livro espírita ditado por HAMMED
Marlene Olimpio Fortuna

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Não Julgarás


ESTÁ NA BIBLIA: “NÃO JULGUEIS, A FIM DE QUE NÃO SEJAIS JULGADOS; PORQUE VÓS SEREIS JULGADOS DA MESMA MANEIRA QUE JULGARDES E COM A MESMA MEDIDA”
Lendo alguns trechos do livro dos Espíritos li algumas citações e resolvi transcrevê-las para meu blog. Leiam e julguem conforme gostariam de serem julgados.
Toda opinião ou juízo que desenvolvemos no presente está intimamente ligado a fatos antecedentes.Quase sempre, todos estamos vinculados a fatores de situações pretéritas, que incluem atitudes de defesa, negações ou mesmo inúmeras distorções de certos aspectos importantes da vida. Tendências ou pensamentos julgadores estão sedimentados em nossa memória profunda, são subprodutos de uma serie de acontecimentos que adquirimos na idade infantil e também através das vidas pregressas. Censuras, observações, admoestações, superstições, preconceitos,opiniões, informações ou influências do meio, inclusive de instituições diversas, formam em nós um tipo de reservatório moral, uma coleção de regras e preceitos a ser rigorosamente cumpridas, da qual nos servimos para concluir ou catalogar as atitudes como sendo boas ou más.
Em razão disso, os freqüentes julgamentos que fazemos dos outros está dentro de nós mesmos, daquilo que temos em nós. Os outros poderiam servir de excelente espelho para nos revelar quem somos realmente, pois, a “forma” e o “material” usado em nossos julgamentos residem dentro de nós. Não obstante cada ser humano descobre suas próprias formas de encarar a vida e tende a usar suas oportunidades vivenciais, para tornar-se tudo aquilo que o leva a ser um “eu individualizado”. Mas, na vida, somente é valido e possível o autojulgamento.
Precisamos reavaliar nossas idéias retrógradas, que estreitam nossa personalidade, e a partir daí, julgar os outros de forma não generalizada, apreciando suas singularidades, pois cada pessoa tem uma consciência própria e diversificada das outras tantas consciência.
Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos nos outros tornar-se-á nossa “real medida”: como iremos viver com nós mesmos e com os outros. O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente ou mesmo antipatizam com o nosso mundo mental. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.
Nossos julgamentos serão sempre os motivos da nossa liberdade ou de nossa prisão no processo de desenvolvimento e crescimento espiritual.
No auditório da vida somos todos “ATORES” e “ESCRITORES” e, ao mesmo tempo somos “OUVINTES” e "ESPECTADORES” de nossos próprios discursos, feitos e atitudes.
Para sermos livres realmente precisamos observarmos e verificarmos nossos “pesos” e “medidas”, a fim de que não venhamos a sofrer constrangimentos pelas condutas infelizes que adotarmos na vida em forma de censuras e condenações diversas.
Este texto foi burilado por mim do livro “Revendo Atitudes” de Hammed pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto.



Marlene O Fortuna

domingo, 3 de junho de 2007

SEM MEDO DE SER FELIZ


ABAIXO A CULPA. ACEITAR-SE É O CAMINHO DA FELICIDADE
Depois que comecei a estudar literaturas espíritas descobri algumas coisas que me passavam despercebidas antes. Como por exemplo a culpa é algo que pode ser deixada de lado, pois se o nosso crescimento ou amadurecimento cresceu o suficiente para verificar o quanto cultivar, ou guardar a culpa,ela cria problemas internos e impede a alegria de viver, que é responsável por um crescimento interior mais rápido, saudável e eficiente. Todos possuímos o livre arbítrio, que vai sendo usado mais profundamente na medida que amadurecemos. Na medida que vamos evoluindo, automáticamente, vamos exercendo decisões, opções, escolhas, e nos assenhorando a nós mesmos.
A partir disso, passamos a decidir entre as influências variadas que recebemos, perante as quais somos livres para ceder ou resistir, mas que trarão opções favoráveis ou desfavoráveis para nós mesmos. Tenho amigas minhas que já chegaram neste estágio com relação aos filhos por exemplo. Eles cresceram e elas conseguiram deixar de interferir nas decisões deles, ainda que elas sejam contra, não esboçam nenhuma reação como aquela de dizer:_ EU NÃO FALEI? Ou então: DEPOIS NÃO DIGAM QUE NÃO AVISEI!
Pois bem eu estou caminhando lentamente nas minhas descobertas de mim mesma, porém de forma progressiva, sem estagnação. Se ainda faço escolhas equivocadas é por que o meu grau de discernimento em determinadas ocasiões está fora do meu conhecimento racional. Muitas vezes me deixo ainda levar pelas emoções, não que elas sejam más influências pelo contrário, mas em certas ocasiões atrapalham os que convivem conosco e consequentemente nos atrapalham também.
Aceitar-se sem ilusões e esconderijos é o caminho para a felicidade. Conhecer sómente não é saber. Não devemos também nos sentirmos culpados pelas escolhas erradas. O que sabemos ontem não sabemos hoje. Alguém poderá perguntar: “É E AQUILO QUE JÁ SABEMOS E MESMO ASSIM FAZEMOS ERRADO”
Seja qual for nossa escolha, mesmo repetindo os mesmos erros ou não percebendo as conseqüências do que já conhecemos, ainda assim estamos mostrando apenas que conhecer não é saber e que saber não é fazer. O desejo de acertar independe das informações recebidas. Precisamos buscar melhorar em tudo, mas não podemos deixar que a culpa por termos errado algumas vezes tome o lugar e a responsabilidade diante das reações das outras pessoas perante nossos atos pois precisamos nos dar o direito de errar, uma vez que não somos infalíveis e nem devemos ter esta pretensão.
Precisamos ter um inteligente auto-conhecimento, sem condenações, baseados na compreenção de que hoje estamos como podemos, mas amanhã estaremos mais maduros, então poderemos nos desgrudar das idéias limitadas e do medo de ERRAR.
Conviver com nossos erros é difícil, mas mais difícil é tentar nos esconder atrás deles por medo.
È bem mais fácil ser feliz sem medo de ter errado e sem culpas por TER ERRADO UM DIA.
Assumamos nossa felicidade sem culpas!!!
Marlene Olimpio Fortuna