quarta-feira, 25 de julho de 2007

VOVÓ



VOVÓ
Amanhã, dia de Santa Ana, avó de Jesus, mãe de Maria, eu que sou avó não poderia deixar passar em branco esse dia que também é dedicado aos avós.
Depois de ser mãe, uma realidade e experiência fantásticas na minha vida, o nascimento de um neto nos remete ao passado com nossos filhos, mas de uma maneira totalmente diferente.
Ser avó foi a maior alegria que me aconteceu. Veio num momento inesperado, porém certo para cada um de nós. Sete anos se passaram e a alegria, o sentimento de jovialidade que ela me trás é ainda constante. É um amor que chega a doer, quando a aperto em meus braços tenho a sensação de poder, de querer viver cada momento ao lado dela, curtindo sua evolução no ciclo da vida. Ao mesmo tempo queria poder parar o tempo, retroceder as horas para vivenciar cada minuto ao seu lado. Minha neta Julia Maria é a grande razão de eu estar aqui, de querer ser melhor como ser humano.
Hoje, dia da vovó faço esta poesia singela, mas cheia de amor em homenagem e agradecimento pela vida que Deus me presenteou, através de Alessandra e Junior que é minha neta.
Jesus estava a caminho, era tempo de Natal,
Uma estrelinha brilhou bem forte,
Luz como aquela não havia igual,
Iluminava minha esperança,
Aumentava minha confiança.
Maria, recebia o menino Jesus nos braços,
A madrugada se fazia dia,
Renasce a paz, Jesus nasceu,
Iniciou nova vida, um pequenino ser,
Acompanhou o caminhar do menino Deus. Ela também nasceu!
Julia, espero que um dia, em outro natal você se lembre do quanto você é especial para nós! Seu nascimento foi marcado pelo nascimento de Jesus. Que a sua vida seja de muita luz, muita Paz e muita Alegria.
Sua vovó Marlene O. Fortuna

domingo, 15 de julho de 2007

QUE VERGONHA!!!


Não gosto muito de falar de política no blog por que foge do meu tipo de literatura. Leio para me informar, mas fico desiludida tantas vezes com nossos governantes que costumo não comentar com meus leitores estes assuntos. Hoje, porém fugindo as minhas regras, quero levar a vocês uma matéria que eu li e que acho esclarecedora para todos nós pobres eleitores. Aquí vai:



Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria>vergonha na cara.> Os alagoanos agradecem. Thereza Collor .>>==================================================================================================>>> Carta aberta ao Senador Renan Calheiros>> "Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz".>> As vacas de Renan dão cria 24 h por dia.>> Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!>> Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana.>> Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as>fraquezas.>> Do menino ingênuo que fui buscar em Murici para ser deputado estadual>em 1978, que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição>dentro da ditadura militar, você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória>de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem>nunca a ousar como os bandidos.>> Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a>vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino>que é vencer a qualquer preço.>> E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca>mais seria o filho do Olavo, a digladiar-se com os poderosos Omena, na>Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.>> Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um>atalho, um ou mil artifícios para vence-los, e, quem sabe um dia,>derrotaria a todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham>empregados, cujo serviço exclusivo era abanar , por horas, um leque imenso,>sobre a mesa dos usineiros para que os mosquitos de Murici (em Murici até>os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem>sabe um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros, o dono>único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho, onde seu pai,>humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de>seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.>> Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como>o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.>> Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de>Fernando Collor, aproximaram-se dele, aliaram-se, começou a ser parido o>novo Renan.>> Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo.>Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus>colegas de Universidade diziam isto. Longe de ser um demérito, esta sua>espessa> ignorância literária, faz sobressair, ainda mais, seu talento de>vencedor.>> Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu>a você o combustível do ódio à pobreza e a ser pobre. E Renan Calheiros>decidiu que se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio>serviria, em> tudo. Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários,>em congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse>ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seria rebatizados em>fausto e opulência.; Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei.>Serei amigo do Rei.>> Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus>personagens: A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível. Mais>adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele>advertia: Suje-se gordo! Quer sujar-se? Suje-se gordo!>> Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda>vez. Neste mandato nascia o Renan globalizado, gerente de resultados,>ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da>consciência. No seu caso nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem>a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou esta sua campanha com>US 1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista>Milton, enquanto você esperava bebericando, no antigo Hotel Luxor, av.>Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do trabalho.>> E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores>havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a>segui-los nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua>intrepidez em ganhar a qualquer preço.>> O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha, e é tudo>seu, montanha e glória, ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e>não treme, que blefa rindo e cujos olhos indecifráveis intimidam o>adversário. E> joga tudo. E vence. No blefe.>> Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem na política>brasileira a tem? Quem neste Planalto, centro das grandes picaretagens>nacionais; atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse>público? ACM, que na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da>renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que>exibe talentos com a mesma sem cerimônia com que cultiva corruptos? José>Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora,>depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu; pai velho,>passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?>> Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O>presidente Lula, que deu o; golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje>hospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? Que taxou os> aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o>Supremo Tribunal Federal?>> No velho dizer dos canalhas, todos fazem isto, mentem, roubam, traem.>Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos>gritantes de improbidade, de desvio de conduta, pública e privada, tem a> quase unanimidade deste Senado de Quasimodos morais para blinda-lo.>> E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra, Siba, é>o camareiro de seu salvo conduto para a impunidade, e fará de tudo, para>que a sua bandeira, absolver Renan no Conselho de Ética, consagre a sua>carreira.>> Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in>pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o>jeito sestroso com que ele defende o chefe. É mais realista que o Rei.>> E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo,>previne: quero absolver Renan. Que Corregedor! Que Senado!>> Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao>TRE. Confira, tem a sua assinatura:>> 1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil, 2) Apartamento no edifício>Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil, 3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de>R$ 100 mil, 4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil E SÒ. Você não>declarou nenhuma fazenda nem uma cabeça de gado!! Sem levar em conta que>seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$ 1 milhão>e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico,>vale R$ 3.000.000.>> Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$>5.000.000. Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes,>como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranja?>Que herança moral você deixa para seus descendentes.>> Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem>escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?>> Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior>latifundiário de Murici. E você respondeu: Não tenho uma tarefa de terra. A>vocação de agricultor da família é o Olavinho. É verdade, especialmente no>verde das> mesas de pôquer!>> O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente>você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. Mas olhe no>rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo>que os> alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e>mentiroso.> Hoje, perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como>você!>>>>>>> Mendonça Neto - JORNAL EXTRA>>>

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Simplesmente "EU"


Simplesmente “SER”

“ENTÃO JESUS DISSE ESTAS PALAVRAS: EU VOS RENDO GLÓRIA MEU PAI,SENHOR DO CÉU E DA TERRA,POR HAVERDES OCULTADO ESSAS COISAS AOS SÁBIOS E AOS PRUDENTES, E POR AS HAVER REVELADO AOS SIMPLES E AOS PEQUENOS”
Vale considerar que, quando Jesus disse ou melhor afirmou que Deus havia ocultado aos sábios e aos prudentes e os tinha revelado aos simples, os mistérios do reino, em verdade observava que certos homens de cultura e intelectualidade achavam-se perfeitos, não precisando de mais nada além de seu cabedal de instrução. Por sua vez orgulhosos porque retinham títulos vários, acreditavam-se superiores e melhores que os outros, fechando assim as comportas da alma às fontes inspirativas e intuitivas do plano espiritual. Porém, os pequenos e simples, aos quais se referia o Mestre, são aqueles outros, que, devido a posição flexível em face da vida, descortinavam novas idéias e conceitos, selecionando-as para o seu próprio mundo mental.
Simples e pequeninos são aqueles que descomplicam a vida, não se deixando levar ou se envolver por métodos extravagantes, supostamente científicos, e por critérios de análise rígida. Simples são aqueles que sempre usam a lógica e o bom senso, que nascem da voz do coração.
Sábios são aqueles dominadores e controladores da mente humana, com suas personalidades megalomaníacas , que desempenham papéis sociais usando suas diversas máscaras segundo suas conviniencias. Estão a nossa volta, são criaturas sem originalidade e sem criatividade porque não auscultam as vibrações uníssonas que descem do céu sobre a Terra. Não suportam nem as mais leves críticas, mesmo quando são construtivas, reagem e se irritam. Vale dizer que esses sábios nunca se lançam em novas amizades e afeições, pois conservam atitudes preconceituosas de classe social, de cor, de religião e de outras tantas amarrando-se aos exclusivismos egoísticos.
Simples são os espontâneos que abandonaram a hipocrisia e aprenderam a se desligar quando preciso, do mundo externo, afim de deixar amplamente no seu mundo interior as correntezas da luz; são todos aqueles que prestam atenção no Deus em si e entram em contato com Ele e consigo mesmo; são enfim aqueles que já se permitem escutar sua fonte interior de inspiração e, ao mesmo tempo, confiar nela plenamente.
Eu sei que ainda vou demorar para me tornar pequena e simples, mas conto com o tempo e a minha imensa fé em Deus para vencer meus obstáculos interiores e exteriores e quem sabe, um dia ser digna de propagar a minha fé sem rótulos e sem mascaras ao mundo. Sei também que não vai ser fácil escutar somente a voz do coração,mas Deus tem um plano especial para cada um de nós e, é dentro deste plano Dele que pretendo me inserir, construindo minha vida futura, apagando um passado pelo preço da justiça Divina. A minha bipolaridade é parte do pagamento por tudo que devo a Deus e aos irmãos. Devo aceitá-la com dignidade, suportá-la como Jesus suportou a cruz que nós lhe impusemos e devo ficar em pé como Maria diante do Cristo morto, na certeza que Ele voltaria. Não pretendo aqui, impor atitudes nem questionar atos de ninguém, quero apenas registrar um novo modo de se olhar o mundo, que eu adotei para mim.
“FELIZES SÃO AQUELES QUE ACREDITAM SEM NUNCA TEREM VISTO”
Marlene O Fortuna

Hoje estou assim...


Assumindo minha vida como ela é
É interessante que uma das músicas que eu mais gosto é aquela do Gonzaguinha “VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ”, no entanto eu comentava com uma pessoa essa semana que continuo gostando da música só que as vezes gostaria de trocar o refrão por outro que seria: não ter vergonha de ser “infeliz”. Eu ando tão prá baixo estes tempos que não tenho vontade de nada, nem de escrever. Se eu pudesse, ficava chorando no meu quarto o tempo todo. Mas, para agradar a todos finjo estar bem, os medicamentos não fazem mais o mesmo efeito e eu vivo por viver, com vergonha de falar que estou triste, tendo uma crise brava de depressão, com medo de assumir que não estou bem. Mas, hoje eu resolvi escrever que quero viver com felicidade e com liberdade para viver também na infelicidade intima, que esmaga minha alma, que corroe meu peito, dilacerando meus sonhos e a minha força de vontade para enfrentar este fantasma da Síndrome Bipolar.
Gostaria de poder assumir total responsabilidade por todas as coisas que acontecem na minha vida, incluindo sentimentos e emoções. Seria um passo decisivo para minha maturidade e crescimento interior. Não quero ser VÍTIMA de nada. A nossa tendência de acusar a vida, as pessoas, a sociedade, o mundo enfim, é tão antiga quanto o gênero humano; e muitos de nós crescemos aprendendo a raciocinar assim, censurando tudo e todos, nunca examinando o nosso próprio comportamento, que na verdade decide a vida fora de nós e dentro de nós. Eu encontro pessoas que se dizem tão bem com a vida, mesmo passando por dificuldades, se dizem felizes por estarem vivas, e eu me pergunto: Afinal, elas se questionam? Elas sabem o que é Felicidade com F maiúsculo? Eu já pensei assim um dia, que era feliz por estar viva. Então por que mudei minha maneira de ver ou sentir a Felicidade? Eu mesma em algumas matérias deste blog afirmei que a felicidade depende de cada um e agora me contradigo pois, não estou conseguindo ser feliz com metades, eu quero a Felicidade INTEIRA!!!
Não sou uma vítima da fatalidade, nem culpo o mundo exterior pelas minhas fases bipolares. Ninguém é culpado dos meus infortúnios. Existe uma conexão entre meu modo de pensar e os acontecimentos exteriores, não tenho dúvidas disso, mas reconheço que todos nós somos influenciados por velhas crenças, por hábitos, cargas genéticas e a forma como fomos criados e nos esquecemos de que PODEMOS E CONSEGUIMOS SER E FAZER O QUE QUEREMOS.
Eu e nós todos precisamos nos conscientizar que somos arquitetos do nosso próprio destino e que o passado determina o presente, o qual, por sua vez, determina o futuro. Eu preciso descobrir que eu mesma sou a causa dos meus sofrimentos e que preciso aprender a resolver os meus conflitos. Meu comportamento interior é que vai me ajudar a modificar o comportamento de quem vive e convive comigo. Portanto, abaixo a infelicidade de viver. Tenho que tentar me reestruturar internamente e assumir o comando da minha vida saindo do comportamento e posicionamento infantil de criatura mimada e frágil reclamando ser uma vítima do destino. Somente assim, admitindo minha real responsabilidade por meus atos e atitudes, aceitando a realidade da minha vida vou mudar as metas que alteram a sina da minha existência.
Em vez de ficar atribuindo a isso ou aquilo minha infelicidade, minhas derrotas e fracassos diante da bipolaridade devo me lembrar que: “AS VISSITUDES DA VIDA TÊM, POIS, UMA CAUSA, E, UMA VEZ QUE DEUS É JUSTO, ESSA CAUSA DEVE SER JUSTA.”Então, eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida e é bonita... é bonita...