domingo, 12 de dezembro de 2010
Sem vontade
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Hoje...só por hoje
Estou sozinha, perdida nas minhas carências, sufocada pela culpa de querer ser eu mesma.
sábado, 10 de julho de 2010
Do Alto…
“Do alto.
Um metro e sessenta e três e meio. Essa é a minha medida numa sexta-feira em que acordo cansada. Na segunda, provavelmente terei crescido oito ou dez centímetros. Preciso ser alta umas três ou quatro vezes por semana.
Não me faltam opções. Saltos finos, grossos, redondos, quadrados, retos ou curvos, com ou sem plataforma, sensuais ou clássicos, em modelos abertos ou fechados. O salto alto, sim, é o melhor amigo de uma mulher, já que os diamantes não são para qualquer uma. E os diamantes, ah, os diamantes não deixam nenhuma panturrilha musculosa num piscar de olhos.
Quando acordo me sentindo glamourosa, coloco um salto pra ficar de acordo. Quando acordo exausta, coloco um salto pra levantar o ânimo. Depois de um fora, o salto é perfeito para disfarçar o moral lá embaixo. Distraído com uma perna bem torneada, quem irá notar um coração destruído?
Em cima de um salto, não sou alguém que acorda exausta todas as manhãs, nem a que se preocupa em sortear a conta em atraso do mês. Em cima de um salto, ergo a cabeça e sigo em frente. Não ando: flutuo. Passeio fluida por uma elegante irrealidade, povoando em câmera lenta o imaginário de quem fica.
Não paro para olhar, mas sinto que isso acontece. Por alguns segundos, até fecho os olhos para imaginar as cabeças girando noventa a cento e quarenta e cinco graus em minha direção. Mas logo os abro de novo, pois os saltos podem ser perigosos. E sigo em frente, cabeça erguida, humilhando com charme quem fica para trás. E o que caminha comigo é a fantasia de cada um. Com direito a trilha sonora.
Isso, se eu não cair.
Porque aí a imagem fica mais lenta e merece replay.
Foi o que aconteceu outro dia, quando retornei lânguida e loira à mesa que eu ocupava num restaurante em pleno mall. Eu usava uma inocente sandalinha de salto médio. Mas a tábua corrida e a cera haviam se unido contra mim. E lá se foi a minha sandália patinando pela madeira encerada. E o que virou noventa graus foi meu pé direito, que me levou a deslizar alguns metros, apoiada sobre um tornozelo torto que fazia as vezes de planta do pé. E o movimento em slow motion não foi dos pescoços alheios, mas das minhas pernas se abrindo em desengonço.
Uma cena digna dos programas de fim de domingo.
Em minha memória, aqueles segundos parecem ter durado alguns minutos. Ainda ouço o som das cadeiras pesadas e da mesa que arrastei comigo, numa queda-dominó interminável.
Se foi inesquecível para mim, o que dirá para os outros. Está certo que doeu mais em mim, especificamente na alma, já que o tornozelo ralado e o joelho direito só me levaram a mancar algum tempo depois.
Gosto de me lembrar do momento em que abri de novo os olhos e vi um senhor de cabeça branca, de prontidão, preocupado em verificar quantos e quais tinham sido os estragos. Quando ele finalmente me alcançou – custei a parar –, eu estava como o John Travolta ao final de uma coreografia em "Saturday Night Fever". Com uma diferença: eu usava um vestido tomara-que-caia, cuja saia em lápis subiu até o meio da coxa durante a queda.
Gosto de imaginar cada segundo daquela longa cena. De me lembrar da demora em enxergar alguma coisa e de quando eu finalmente olhei para cima e vi aquele senhor. Gosto de recordar a expressão dele. E me pego com um risinho no canto da boca, a reviver pequenos flashes daquele episódio ridículo que passa a integrar o meu inventário de casos para contar.
Quantos têm a sorte de andar por aí levando sua piada particular, em que se é nada menos que o protagonista? E quem não adoraria ter discretos acessos de riso no meio da rua, como se alguém lhe fizesse cócegas, invisível?
A lembrança do tombo – e as gargalhadas que vêm a reboque – ainda vão me acompanhar por muito tempo.
Demorei a aprender a rir de mim mesma. Vivi uma boa metade da vida sem essa sabedoria.
Quando eu estava começando a levar a vida menos a sério, tive um professor na faculdade que me ensinou a diferença entre humor e ironia. "Uma mulher pobre se veste de rica no carnaval. Isso é humor. Uma mulher rica se veste de pobre no carnaval. Isso é ironia." Nunca me esqueci das palavras do querido Renato de Pinho, que me ensinou muito mais que redação publicitária.
Aparentemente, ninguém riu do meu tombo – seria ironia. Mas eu posso rir à vontade – e me canso de fazer isso. Posso gargalhar até doer a barriga. Mesmo porque me dóem também os joelhos e o tornozelo.
A queda no shopping agora faz parte da minha vasta galeria de casos engraçados, juntando-se à caminhada a pé para Nova Lima, cujos guias se perderam no caminho; à minha primeira viagem de avião, em que a aeronave estragou na primeira escala e passei o resto do trajeto ouvindo meu pai me chamar de pé-frio; ao dia em que saí da garagem dirigindo o Opala 77 da Mamãe e, só alguns quilômetros depois, pude notar em cima do capô um conjunto de prato, pires e xícara que o jardineiro colocou ali depois de lanchar. E por aí vai.
Que me desculpem os que se levam muito a sério: saber usar salto pode ser importante, mas saber cair dele é que é fundamental.
Texto escrito para a edição de junho da Revista Encontro. ”
sábado, 3 de julho de 2010
No teatro da Vida
domingo, 16 de maio de 2010
NÃO DESISTA
sexta-feira, 14 de maio de 2010
SOU EU
terça-feira, 11 de maio de 2010
Deus permite
sexta-feira, 7 de maio de 2010
MÃE
Mãe solidão,Mãe de muitos, mãe de poucos Mãe de todos nós, Mãe das mães Mãe dos filhos Mãe-pai: duas vezes mãe
Mãe lutadora e companheira Mãe educadora, mãe mestra Mãe analfabeta, sábia mãe Mãe dos simples e dos pobres Mãe dos que nada têm e dos que tudo têm Mãe do silêncio, mãe comunicação
Mãe dos doentes e dos sãos Mães dos que plantam e dos que colhem Mãe de quem nada fez e de quem compra feito
Mãe de quem magoou e de quem perdoou Mãe rica, mãe pobre Mãe dos que já foram, mãe dos que ficaram Mãe dos guerreiros e dos guerreados
Mãe que sorri, mãe que chora Mãe que abraça e afagaMãe presente, mãe ausente Mãe do sagrado, mãe da luz Mãe de Jesus e mãe nossa.Mãe carinhosa, mãe dengosa Mãe amiga, mãe irmã Mãe sem ter gerado é a mãe de coração
Mãe solidão,Mãe de muitos, mãe de poucos Mãe de todos nós, Mãe das mães Mãe dos filhos Mãe-pai: duas vezes mãe
Mãe lutadora e companheira Mãe educadora, mãe mestra Mãe analfabeta, sábia mãe Mãe dos simples e dos pobres Mãe dos que nada têm e dos que tudo têm Mãe do silêncio, mãe comunicação
Mãe dos doentes e dos sãos Mães dos que plantam e dos que colhem Mãe de quem nada fez e de quem compra feito
Mãe de quem magoou e de quem perdoou Mãe rica, mãe pobre Mãe dos que já foram, mãe dos que ficaram Mãe dos guerreiros e dos guerreados
Mãe que sorri, mãe que chora Mãe que abraça e afaga Mãe presente, mãe ausente Mãe do sagrado, mãe da luz Mãe de Jesus e mãe nossa.
Simplesmente MÃE
SER MÃE
domingo, 25 de abril de 2010
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
A ultima pedra
Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando.
A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz com que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece de presente.
Um dia destes, um dos meus filhos me perguntou porque eu tomei determinada decisão estúpida tempos atrás. Respondi que me arrependia do que tinha feito, mas expliquei que, naquele momento, minha atitude me parecia lógica. Se eu tivesse o conhecimento e a maturidade de hoje, certamente a decisão seria diferente.
Por isso é que lhe digo: não se torture por algo que não deu certo no passado.
Talvez você tenha escolhido a pessoa errada para casar.
Talvez tenha saído da melhor empresa onde poderia trabalhar.
Talvez tenha mandado uma filha grávida embora de casa.
Não importa o que você fez, não se torture.
Apenas perceba o que é possível fazer para consertar essa situação e faça.
Se você sente culpa, perdoe-se.
E principalmente, compreenda que agiu assim porque, na ocasião, era o que achava melhor fazer.
Há uma história de que gosto muito: um pescador chegou a praia de madrugada para o trabalho e encontrou um saquinho cheio de pedras. Ainda no escuro começou a jogar as pedras no mar. Enquanto fazia isso o dia foi clareando até que, ao se preparar para jogar a última pedra, percebeu que era preciosa!
Ficou arrependido e comentou o incidente com um amigo que lhe disse:
- Realmente, seria melhor se você prestasse mais atenção no que faz, mas ainda bem que sobrou a última pedra!
Existem pessoas que não prestam atenção no que fazem e depois passam a vida inteira arrependidas pelo que não fizeram, mas poderiam ter feito, e se martirizam por seus erros.
Se você está agindo assim, deixo-lhe uma mensagem especial: não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos. Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida.
Você ainda tem muitas pedras preciosas no coração: muitos momentos lindos para viver e muitos erros para cometer.
Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida.
Curta os passarinhos. Eles são os presentes do universo para você!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Acho a maior graca
domingo, 18 de abril de 2010
FENIX
"Do sonho não lembrava mais Cinza num longo e profundo suspirar Melancólico cântico de um átimo de lucidez a sibilar Fênix refletida renascia, em lágrima a cessar Menina, mulher de ínfimo querer contido De dor, arrefecido peito estrangulado Em combustão por desdita solidão Como fênix sobrevivi mil vezes Se sofri, chorei, fui ao chão Tornei-me em cinzas , virei pó Renasço... por vezes Num vôo soberano Asas imponentes me renovam No calor de um grande amor Regenerada, pura e pronta estou Sou mesmo assim...Boto a mão no fogo pra queimar Queimo-me por gostar Sou ave imaginária Sou mito, perdulária (...?)Não importa qual janela vai se abrir Qual brecha vai a réstia entrar De coração sempre a pulsar meus olhos sentimentos a espelhar Meus versos são fagulha de prosa estelar Segredando aos adormecidos mortais.Mitológica vou voar Sou fênix, me permito sonhar
Escrever....
sábado, 17 de abril de 2010
NAO ENTENDO.....
sexta-feira, 16 de abril de 2010
ESCRITOS
"Eu não escrevo o que quero, escrevo o que sou."
Clarice Lispector
Por não estarem distraídosHavia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos. Clarice LispectorNão quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: Quero é uma verdade inventada.Clarice Lispector
Escrever, Humildade, Técnica
Essa incapacidade de atingir, de entender, é que faz com que eu, por instinto de... de quê? procure um modo de falar que me leve mais depressa ao entendimento. Esse modo, esse "estilo" (!), já foi chamado de várias coisas, mas não do que realmente e apenas é: uma procura humilde. Nunca tive um só problema de expressão, meu problema é muito mais grave: é o de concepção. Quando falo em "humildade" refiro-me à humildade no sentido cristão (como ideal a poder ser alcançado ou não); refiro-me à humildade que vem da plena consciência de se ser realmente incapaz. E refiro-me à humildade como técnica. Virgem Maria, até eu mesma me assustei com minha falta de pudor; mas é que não é. Humildade com técnica é o seguinte: só se aproximando com humildade da coisa é que ela não escapa totalmente. Descobri este tipo de humildade, o que não deixa de ser uma forma engraçada de orgulho. Orgulho não é pecado, pelo menos não grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, com todo o atraso que erro dá à vida, faz perder muito tempo.Clarice Lispector (do livro "A Descoberta do Mundo")
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector PrecisãoO que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.
Clarice Lispector Sobre a escritaMeu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.
Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.
Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por um extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.
Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.
Simplesmente não há palavras.
O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.
Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.
Simplesmente as palavras do homem.
sábado, 10 de abril de 2010
CLARICE LISPECTOR
Ser feliz me consome muito.
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa...
Ou forte como uma ventania.
Depende de quando e como você me vê passar.
Eu acreditava em anjos.
E porque acreditava, eles existiam.
Perder-se também e caminho,
Já que se há de escrever, que, não se esmaguem com palavras as entrelinhas.
Ate cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual e o defeito que sustenta nosso edifício interno.
Não se preocupe em entender.
Viver ultrapassa qualquer entendimento.
Todos os dias, quando acordo, vou correndo tirar a poeira da palavra “amor”.
Há vida que e para ser intensamente vivida.
Há o amor, que tem que ser vivido ate a ultima gota, sem nenhum medo. Não mata.
Sempre conserve uma aspa a sua esquerda e outra a sua direita.
Que medo alegre o de te esperar!
Tenho medo de dizer quem sou: no momento eu tento falar, não exprimo o que sinto, e o que sinto se transforma, lentamente no que eu digo.
Quando se ama, não e preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nos.
Eu não entendo mais aquilo que entendo.
Pois, estou infinitamente maior do que eu mesma...
Então, não me alcanço.
Ouve-me. Ouve o meu silencio.
O que falo nunca e o que falo e, sim, outra coisa.
Capta a “outra coisa” porque eu mesma não posso.
Você pode, ate, me empurrar de um penhasco...
E daí? Eu adoro voar!
E ninguém e eu.
E ninguém e você.
Esta e a solidão.
Minha alma tem o imaterial peso da solidão no meio de outras.
O que verdadeiramente somos o aquilo que o impossível cria em nos.
Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências, me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito...
Eu só vivo nos extremos...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
APRENDE
by WILLIAM SHAKESPEARE Um dia você aprende que... Depois de algum tempo você aprende a diferença,a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratose presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguidae olhos adiante, com a graça de um adultoe não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queimase ficar exposto por muito tempo. •.E aprende que não importa o quanto você se importe,algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiançae apenas segundos para destruí-la,e que você pode fazer coisas em um instante,das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescermesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida,mas quem você é na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.Aprende que não temos que mudar de amigosse compreendemos que os amigos mudam,percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vidasão tomadas de você muito depressa,por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamoscom palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós,mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,mas com o melhor que você mesmo pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser,e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,mas se você não sabe para onde está indo,qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chutequando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiênciaque se teve e o que você aprendeu com elasdo que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédiase ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você querque ame, não significa que esse alguém não o ama,pois existem pessoas que nos amam,mas simplesmente não sabem como demonstrar isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga,você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto,plante seu jardim e decore sua alma,ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar...que realmente é forte, e que pode ir muito maislonge depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valore que você tem valor diante da vida!
terça-feira, 6 de abril de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
TALISMA
segunda-feira, 22 de março de 2010
SER AVO
E estar presente na ausência
Ser avo e disfarçar a saudade
Numa lagrima escondida do mundo
Num amor doce e profundo,
Resumindo no neto ausente
O olhar do passado refletido no presente
Com medo e ansiedade
E ver no neto sua esperança
E como voltar ser criança
Num mundo só o neto cabe
Olhar para dentro de nos com menos fragilidade
E um carinho tão especial
Que não conseguimos explicar
E romper a barreira do amor dos filhos
Revivendo no neto com intensidade
A mãe nunca adormecida pela idade
Entregando o coração por inteiro
E ser mãe duas vezes, e sentir saudade.
E querer ver todos seus sonhos de mocidade
Realizados naquele rostinho tão cheio de curiosidade
Enfim, ser avo e fazer bolinho de chuva, fazer massa de pão
Só pra ver o neto amassar
E quando estamos longe dele morrer de saudade, gritando silenciosamente a dor.
Vivendo o dia do novo encontro confortador
Onde novamente reviveremos no amor os netos o amor dos filhos desta vez dobrado.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Texto de uma autora que nao lembro o nome
sexta-feira, 12 de março de 2010
Admita que gosta de um carinho, receba de braços abertos, sorria, agradeça, seja delicada. Isso não faz menor a sua luta por melhores condições de vida para todas as mulheres, sua luta pela igualdade de oportunidades, contra a redução da mulher a um objeto; isso não queima sua bandeira contra a violência que vitima tantas mulheres, não descaracteriza sua consciência política.
Você é mulher hoje e todos os dias. Pode dizer isso! Mas não despreze o carinho de quem lhe quer bem, de quem quer lhe fazer um chamego, lhe dar um cheiro, ser doce, gentil...
Mantenha o bom humor!
você me vê linda sou sua catarse feminina delicadeza enrustida entendimento de entrelinhas colo macio morno fartoqche contradiz minha estante de livros clássicos velhos empilhado sem desorganização proposital intenção e dolo de serbeatnik austero obrigatório intelectual vinil raro blues jazz versão inéditas .Você me acha blasé e disfarça mal sou o realismo do seu sonho em p& dos pensamentos e raciocínios seu corretos tão justos limpos Você freqüenta sem segurar minha mão ou olhar pra mim perdendo-se em palavras que te obrigo a dizer sem treinamento em olhos nos olhos e não no e-mail que você sabe que não vou ler.VOcê me acusa de vazia e perdedora sou todo o fracasso seu escondido atrás de sua ira sem alvo eu sou o conjunto das frustrações e fantasmas aglomerados desorganizados em fila nada indiana pra irritar seu senso de ordem pra lembrar das suas dores e traumas não resolvidos que agonizam incomodam perturbam exibem-se desnudam-se obscenos e VOcê precisa não ver senão morre e mata sou cada pergunta que não lhe lava a alma mói nervos lhe faz suarem bochechas pateticamente vermelhas um riso torto mal desenhado VOcê não sabe por que está deitado ao meu lado se tudo ao redor deveria ser ordem progresso social-democracia casa própria carro sucesso de lair ribeiro segurança pra lhe salvar dos pobres fedidos que vê na rua um nó no peito meio amorfo dolorido indesejado VOcê precisa viver em constante fuga.VOCê diz que sou louca varrida gostosa ingênua sou a utopia que VOCê decidiu esquecer mamãe se eu for presidente vou acabar com a tristeza do mundo sou a lembrança teimosa da sua inocência a confirmação do desvio o apito de cadáver da sua consciência o oposto do atalho que VOCê escolheu sou seu lego pra montar criança pra ensinar mulher pra foder sou uma voz sem som um olhar ensurdecedorsua meta do ano é me transformar numa dama de fino trato digna de figurar nas colunas sociais morrer envenenada pelas decadentes matriarcas das mais tradicionais famílias ser trocada quando o brinquedo ficar sem peça a pilha acabar.VOCÊ me quer submissa às suas regras sou avessa a ordens e castigada pela insubordinação a lguém que padece aos poucos VOCÊ é tão maior do que eu não lhe trago memória cheiro de gente idéia sangue palavra alguma VOCÊ nasceu imune a todas as armas vacinas remédios sentimentos dorsou a imagem viva da sua onipotência e auto-suficiência e morta serei a prova da sua impiedade.você, Você, VOcê, VOCê, VOCÊ são o mundo o mundo o imundo.
Postado por Marlene O Fortuna às 18:56 0 comentários
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
Vaga, no azul amplo solta, vai uma nuvem errando... (Fernando Pessoa)Vaga, no azul amplo solta,Vai uma nuvem errando.O meu passado não volta.Não é o que estou chorando.O que choro é diferente.Entra mais na alma da alma.Mas como, no céu sem gente,A nuvem flutua calma.E isto lembra uma tristezaE a lembrança é que entristece,Dou à saudade a riquezaDe emoção que a hora tece.Mas, em verdade, o que choraNa minha amarga ansiedadeMais alto que a nuvem mora,Está para além da saudade.Não sei o que é nem consintoÀ alma que o saiba bem.Visto da dor com que mintoDor que a minha alma tem.Cai Chuva do Céu Cinzento (Fernando Pessoa)Cai chuva do céu cinzentoQue não tem razão de ser.Até o meu pensamento Tem chuva nele a escorrer.Tenho uma grande tristezaAcrescentada à que sinto.Quero dizer-ma mas pesaO quanto comigo minto.Porque verdadeiramenteNão sei se estou triste ou não.E a chuva cai levemente(Porque Verlaine consente)Dentro do meu coraçãoO Amor, Quando Se Revela (Fernando Pessoa)O amor, quando se revela,Não se sabe revelar.Sabe bem olhar p'ra ela,Mas não lhe sabe falar.Quem quer dizer o que senteNão sabe o que há-de dizer.Fala: parece que mente...Cala: parece esquecer...Ah, mas se ela adivinhasse,Se pudesse ouvir o olhar,E se um olhar lhe bastassePra saber que a estão a amar!Mas quem sente muito, cala;Quem quer dizer quanto senteFica sem alma nem fala,Fica só, inteiramente!Mas se isto puder contar-lheO que não lhe ouso contar,Já não terei que falar-lhePorque lhe estou a falar...
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EM ALTO MAR
Esperava, que de alguma forma, os posts pudessem me trazer algum acalanto, alguma salvação. Assim, eu os lançava ao mar da minha particular ilha deserta, na esperança que algum navegante qualquer viesse ao meu socorro. Posso dizer que recebi, sim, a ajuda de vários leitores-navegantes, por e-mail, por cartas deixadas na portaria do meu prédio, por telefonemas e comentários deixados no blog. Hoje estou voltando pensando tudo vai ser diferente e novamente estou falando deste maldito TAB. Eu disse que perdi minha identidade, todos tomam conta de minha vida, meus filhos, meu marido . Deixei de tomar o litio pois alem de me engordar 20kl eu estava travada , mal podia ou ainda mal posso andar direito , minhas pernas doem , meus bracos nao teem forca. Fico perdida e morro de medo de sofrer uma internacao. Como nao tenho grandes poderes aquisitivos, meu marido e aposentado faco meu tratamento pelo CAPS(Centro de assistencia Psico Social) onde tambem pego a maioria dos remedios.O litio deixei por minha conta e minha psiquiatra esta esperando para ver se eu nao tenho uma resseciva. Sabem me sinto perdida, nao tenho vontade de fazer nada, so de ficar na cama. Na fase de euforia quero comprar tudo, roupa, sapatos, bolsas, meu nome esta com restricoes pois gasteinum dia 8.500,00 em cartoes e estourei as contas de meu marido. Ja nao sei quem sou porque depois tenho remorsos e nao lembro de quase nada Li num blog de outra pessoa bipolar e nem precisei degitar meus sofrimentos, eram os mesmos que os meus. So fiz copiar, ela que me perdoe. Quero voltar a fazer poesias, escrever sobre o lugar que eu moro que um paraiso, mas, por enquanto simplesmente....Nao consigo!!!! bjos Marlene
Mesmo assim
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 Autor: DeRose
As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.Ame-as mesmo assim.
Se você tem sucesso em suas realizações,ganhará falsos amigos e inimigos verdadeiros .Tenha sucesso mesmo assim.
O bem que você faz será esquecido amanhã.Faça o bem mesmo assim.
A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.Seja honesto mesmo assim.
Aquilo que você levou anos para construir,pode ser destruído de um dia para o outro.Construa mesmo assim.
Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda,mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.Ajude-os mesmo assim.
Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,você corre o risco de se machucar.Dê o que você tem de melhor mesmo assim. Marlene Fortuna
domingo, 14 de fevereiro de 2010
VOLTAR
Não sei o que para mim e mais difícil ter parado de escrever e me esconder no cantinho lambendo minhas feridas ou VOLTAR expressando para todos meu EU inteiro, sem mascaras. Afinal acabei de fazer 60 anos, não sou mais nenhuma menina, preciso a reapreender a forca da vida. Existe dentro de mim uma Marlene aprisionada, não pela bipolaridade, mas pelos preconceitos sociais. Amar para mim e essencial e de repente me surpreendo ao descobrir minha enorme capacidade de dar e receber amor. Recomecei a sonhar com amores diferentes. Descobri que apesar de ter engordado 20k posso retomar o meu peso ideal, basta gostar daquilo que vejo no espelho, ou melhor, preciso simplesmente me aceitar. Descobri a formula de amar a mim mesma deixando os outros para segundo plano. Essa e uma forma de amar que parece simples, porem, não e! As pessoas na verdade gostam de serem amadas pelos outros, mas se perdem no caminho do amor próprio. E claro que gosto que me amem, de sentir o amor do próximo. Mas, eu também gosto de me amar, de sentir-me desejada por mim mesma ignorando minhas mazelas e pensando somente em mim!
Volto hoje a escrever com orgulho, pois só quem sofre de bipolaridade pode dimensiona a dificuldade dos altos e baixos do céu e do inferno que assola a vida da gente.
Estou voltando hoje e prometo não mais parar enquanto minhas simples palavras ajudarem alguém a voltar para o mundo!
ISSO SE CHAMA SUPERACAO!
Marlene
